Trump ameaça vida e segurança dos jogadores da seleção iraniana na Copa

Seleção iraniana foi uma das primeiras classificadas para a Copa (AFP)

Equipe iraniana responde ao ditador estadunidense que “ninguém pode impedir sua participação” e que “o único país que pode ser excluído é aquele que ostenta simplesmente o título de ‘anfitrião’”

A seleção iraniana respondeu de imediato às ameaças do ditador Donald Trump de que a “vida e segurança” da equipe estaria em risco, caso quisesse participar da Copa do Mundo de futebol deste ano.

“Eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança deles”, reiterou Trump na quinta-feira (12), se contrapondo às declarações do presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, de que os jogadores iranianos seriam bem-vindos.

“A seleção nacional do Irã, com sua força e uma série de vitórias decisivas conquistadas pelos bravos filhos do Irã, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para este importante torneio”, relembrou a nação persa. “Certamente ninguém pode excluir nossa seleção da Copa; o único país que pode ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de ‘anfitrião’, mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global”, acrescentou.

“A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a FIFA, não qualquer indivíduo ou país”, esclareceu o Irã, enfatizando que os EUA não deveriam ter a permissão para coorganizar o torneio – junto com o Canadá e o México -, uma vez que o governo Trump não dispõe das mínimas condições de dar proteção aos seus integrantes.

Mais tarde, Trump recuou e publicou outra mensagem para enfatizar que o evento seria seguro para jogadores e espectadores de todo o mundo, que “os EUA estão muito ansiosos para sediar a Copa do Mundo da FIFA” e que “a venda de ingressos está bombando!”.

A seleção iraniana está no grupo G, onde joga contra a Nova Zelândia (15 de junho, às 22 horas), Bélgica (21 de junho, às 16 horas) e Egito (27 de junho, à meia-noite).

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