Diante da alta dos preços dos combustíveis por conta da guerra de Trump e Netanyahu, e a especulação dentro do país encabeçada pela privatizada BR Distribuidora, o Sindipetro-RJ afirma, em artigo em seu site, que agora “a reestatização é premente” e conclama o governo Lula a “recriar uma presença estatal na distribuição”.
“Entregaram a gigante BR Distribuidora por migalhas e agora a conta está chegando para o povo brasileiro. Com o mercado nas mãos dos privatistas, os combustíveis estão muito caros, a inflação pressionada e o setor cada vez menos controlado pelo interesse público. Reestatiza, já!”, conclama o sindicato.
De acordo com o Sindipetro-RJ, “enquanto o governo não reestatiza a BR nem cria nova estatal para distribuir combustíveis, brasileiros enfrentam preços altos, abusos nos postos e um mercado sem referência pública. Precisamos da Petrobrás do poço ao posto de novo”, afirma. Para o Sindipetro-RJ, não há oportunidade melhor de o governo deixar as palavras de lado e agir.
“Pressionado pelo aumento dos combustíveis e o impacto disso na inflação junto com a instabilidade internacional do petróleo por causa da guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã, o governo Lula fala em retomar a presença estatal na distribuição de combustíveis, reconhecendo que a privatização da BR Distribuidora, em 2019, no governo Bolsonaro, retirou do mercado uma referência de preços e concorrência. Precisamos de muito mais do que palavras. Precisamos de ação, já!”, afirma o artigo, lembrando que, na época da privatização, a Petrobrás detinha 71% da BR Distribuidora.
“Hoje, a falta de referência no mercado atinge diretamente o bolso da população: aumentos imediatos nas bombas, repasses automáticos sempre que a Petrobrás anuncia reajustes e uma cadeia de preços que dispara e impacta toda a economia. E o aumento do diesel, anunciado na terça (10), provocou mais uma rodada de alta generalizada, atingindo alimentos, transportes e serviços”, denuncia o sindicato.
A entidade lembra que, desde o início do mandato Lula, em 2023, em algumas ocasiões, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e o Sindipetro-RJ entregaram Dossiê contra as privatizações ao presidente listando a necessidade de também rever as privatizações que ocorreram no Sistema Petrobrás, mas que nada foi feito.
“Agora, a possibilidade de recriar uma presença estatal na distribuição surge como reconhecimento tardio do governo Lula a uma decisão governamental de privatizar as riquezas brasileiras para aumentar lucros privados”. E finaliza afirmando que “propõe uma Petrobrás 100% estatal e o uso da riqueza do petróleo para o desenvolvimento social e para uma transição energética justa para todos”.










