“Criminosos terão de pagar pelo sangue vertido de Larijani”, afirma Mojtaba Khamenei

Estudo de imagem de satélite mostra a base aérea de Nevatim atingida por mísseis iranianos (Middlebury Institute of International Studies at Monterey/Planet Labs PBC)

“Os criminosos responsáveis terão de pagar o preço em breve”, afirmou nesta quarta-feira (18) o recém eleito líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em mensagem ao povo iraniano por ocasião do funeral do secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, e de seus companheiros, assassinados por ataque terrorista americano-israelense na noite de segunda-feira para terça-feira.

Khamenei enfatizou que tais assassinatos só tornarão o establishment islâmico “mais forte”, ressaltando que “cada sangue derramado tem um preço, que os assassinos criminosos desses mártires logo terão que pagar.”

O líder supremo iraniano prestou homenagem a Larijani, dizendo que “ele era um indivíduo erudito, visionário, inteligente e comprometido, possuindo uma experiência diversificada em diversos campos político, militar, de segurança, cultural e gerencial”.

“Quase cinco décadas de serviço influente em diferentes camadas do establishment islâmico o tornaram uma figura distinta”, acrescentou. Seu assassinato “reflete tanto sua importância quanto a profunda hostilidade dos inimigos do Islã contra ele”.

Filósofo e hábil negociador, Larijani foi ministro da Cultura, presidente do parlamento iraniano por três mandatos, ex-candidato a presidente do país e exercia a função de secretário de Segurança Nacional do Irã desde o ano passado. Após o assassinato de Khamenei, ele e mais dois dirigentes do país constituíram um conselho de transição para organizar a escolha do novo líder supremo e a defesa do Irã atacado pelos imperialistas e sionistas.

SARAIVADA DE MÍSSEIS CONTRA TEL AVIV

Em represália pelo assassinato de Larijani, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) atacou Tel Aviv, “o centro das perversidades do regime sionista selvagem”, na madrugada de quarta-feira (18), usando mísseis pesados equipados com ogivas múltiplas e de fragmentação, que semearam o caos e provocaram apagões, na 61ª fase da Operação Promessa Verdadeira 4.

Apesar da censura exercida pelos israelenses, sabe-se que uma estação de trem foi golpeada, assim como o aeroporto Ben Gurion, onde três aviões foram incinerados.

Foram disparados mísseis também contra a área central de Israel e contra Haifa. Segundo o IRGC, o ataque causou 230 mortos e feridos. A mídia israelense só admite “dois mortos” – um casal de idosos, e as baixas israelenses totais teriam agora alcançado “14”.

“Nesta operação relâmpago e intensa, os mísseis Khorramshahr 4 e Qadr, apesar do sistema de defesa aérea multicamadas do regime sionista,que colapsou, atingiram com sucesso mais de 100 alvos militares”, afirmou o IRGC.

Na 61ª fase da Operação Promessa Verdadeira 4, foram disparados pelo Irã também os mísseis Emad e Kheybar Shekan.

Vídeos mostram o momento em que um míssil, que furou o Domo de Ferro, se “abre” em uma nuvem de explosivos sobre o céu de Tel Aviv. Há imagens de incêndios, pânico nos abrigos e equipes de resgate tentando fazer alguma coisa.

Nesta quarta-feira, uma multidão se despediu em Teerã de Larijani, seu filho, um assessor e seguranças, mortos no atentado terrorista americano-israelense. A agressão ilegal e não provocada contra o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, em um ataque traiçoeiro que assassinou o líder supremo da revolução iraniana, Ali Khamenei, em meio a negociações com os EUA em Genebra.

Exercendo o direito de defesa garantido pelo artigo 51 da Carta da ONU, o Irã vem desde então reagindo contra os agressores e contra Israel e as bases dos EUA de onde partem os ataques. O Estreito de Ormuz, hidrovia pela qual passam 20% do petróleo e gás comercializados no mundo, está fechado em decorrência da agressão ao Irã, acarretando alta dos preços do petróleo, que já ultrapassa os três dígitos.

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