Apoio dos americanos ao presidente recuou quatro pontos percentuais em apenas uma semana. 60% mantêm a desaprovação à guerra contra o Irã e 92% defendem o “rápido fim do conflito”
A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, despencou para o nível mais baixo desde que retornou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, apontou uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira (24), com apenas 36% o endossando.
Uma queda de quatro pontos em uma semana (e de 11 pontos desde a posse), sob a escalada dos preços dos combustíveis e a rejeição generalizada à guerra que ele desencadeou contra o Irã. A alta no preço da gasolina e diesel é, como todos sabem, uma consequência da guerra de agressão ao Irã e dos bombardeios de seus campos de gás e petróleo.
Outra pesquisa, esta da CBS News/YouGov, mostrou que 60% dos norte-americanos desaprovam a guerra de Trump contra o Irã, sendo que 92% consideram importante “encerrar o conflito o mais rápido possível” e 57% dizem que os EUA estão “se saindo mal” na guerra.
De acordo com a pesquisa da Reuters/Ipsos, apenas 25% dos entrevistados disseram aprovar a condução da economia americana por Trump, um tema central em sua campanha presidencial de 2024. O desgaste já aparece mesmo entre os republicanos: a fatia de republicanos que desaprovam sua gestão do custo de vida subiu de 27% para 34% em apenas uma semana.
O que não é propriamente uma surpresa, com os bombardeios ao Irã empurrando os preços da gasolina e diesel para o patamar respectivamente de US$ 4 e US$ 5 o galão.
A pesquisa da Reuters mostrou que apenas 35% dos americanos aprovam os ataques, enquanto 61% os desaprovam. Registre-se que um dos lemas centrais da campanha de Trump à presidência foi acabar com as “guerras eternas”.
O levantamento Reuters/Ipsos foi realizado online com 1.272 adultos em todo o país e possui margem de erro de três pontos percentuais.
CONTRA A GUERRA DE TRUMP
A pesquisa da CBS News sobre a guerra de Trump contra o Irã mostrou, ainda, que são dois terços (66%) os norte-americanos que consideram o conflito como uma “guerra de escolha”, contra apenas 34% que a justificam como “necessidade”, apesar de todas as mentiras malignas de Trump e da cumplicidade da mídia.
Por viés partidário, 92% dos democratas e 73% dos independentes veem a agressão ao Irã como uma “guerra de escolha”, ou seja, percebem em algum nível que é uma guerra de agressão e não provocada. Mesmo entre os trumpistas, uma minoria de 33% – um terço – a vê como uma “guerra de escolha” – ou pior, caso do conhecido ex-âncora da Fox News Tucker Carlson e do ex-chefe antiterrorista Joseph Kent, que renunciou.
Outros resultados da sondagem reforçam a crescente oposição à guerra. 68% – eram 62% no início de março -afirmam que o governo Trump “não explicou claramente os objetivos dos EUA” no conflito.
Apesar de toda a truculência do atual governo norte-americano e da cumplicidade de grande parte da mídia para demonizar o Irã, 51% disseram ser contra “trocar os líderes do Irã por líderes pró-EUA”, enquanto 49% aquiesceram.
Para a pesquisa, realizada entre os dias 17 e 20 de março, foram entrevistados 3.335 pessoas pela internet , com erro de 2,1 pontos percentuais para mais ou para menos.











