Enquanto “fala em negociação, Trump arma invasão terrestre”, denuncia Irã

“Os mísseis, as ruas e o Estreito de Ormuz estão apertando o cerco ao pescoço do inimigo”, afirmou Qalibaf

Presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que “os EUA irão se arrepender de suas ações. O mercado de energia está fora de controle e a inflação de alimentos é iminente”

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, denunciou neste domingo (29) que enquanto Donald Trump “envia mensagens de negociação e diálogo, planifica em segredo uma ofensiva terrestre” contra o seu país. No comunicado divulgado pela agência oficial de notícias IRNA, Qalibaf condenou a falsa postura do ditador norte-americano, que tem sido sua prática recorrente.

É em função desta conduta criminosa, advertiu, que as Forças Armadas do Irã mobilizaram mais de um milhão de combatentes. “Eles desconhecem que nossos homens aguardam a chegada das tropas norte-americanas para atacar e punir para sempre seus aliados regionais. Continuamos disparando. Nossos mísseis estão prontos. Nossa determinação e fé se fortaleceram. Conhecemos as fraquezas do inimigo e vemos claramente os efeitos do medo e do terror em seu exército”, disse.

O líder iraniano assinalou que a guerra “está agora em seu ponto mais crítico”. “O inimigo, que alegou ter destruído nossas forças aéreas, navais e de mísseis, tinha um plano para derrubar a República Islâmica e agora mira a abertura do Estreito de Ormuz. A abertura do estreito, que já estava aberto antes da Guerra do Ramadã, tornou-se a prioridade operacional de Trump. Trump não consegue garantir o apoio dos países europeus. O mercado de energia está fora de controle e a inflação de alimentos é iminente. Manifestações da grandeza americana, do F-35 ao porta-aviões e às bases regionais dos EUA, sofreram sérios danos”, informou.

Além disso, apontou, os ataques contra o regime imperial têm sido “eficazes, precisos e inovadores”. “O Hezbollah libanês, constantemente ameaçado de desarmamento, agora é uma parte significativa e eficaz da resistência e encurralou o regime indefeso. A resistência iraquiana luta bravamente e surpreendeu o inimigo. Com sua entrada, o Ansar Allah do Iêmen deu novo fôlego ao movimento de resistência e está pronto para realizar feitos espetaculares. Esta é a dignidade e a grandeza da frente de resistência contra as potências arrogantes do mundo. Trump foi acusado internacionalmente de iniciar uma guerra sem sentido, e não tem nenhuma resposta para o público. A culpa por iniciar a guerra recaiu inteiramente sobre quem a iniciou”.

“30 DIAS DE PROTEÇÃO E DEFESA DA PÁTRIA”

“Um mês se passou desde sua primeira presença nas ruas como um bastião forte e firme na proteção da pátria, e sua defesa altruísta da pátria em outros contextos e ocasiões. Trinta dias de glória. Trinta dias de honra. Trinta dias de orgulho. Trinta dias da grandeza da história do Irã. Trinta dias da glória das epopeias nacionais e patrióticas. Esses trinta dias de presença nas ruas e em outros locais consistiram não apenas em apoiar os guerreiros das forças armadas, mas também em estar presente no campo de batalha e lutar diretamente contra o vil inimigo. Durante esses trinta dias, a rua foi um espelho e uma manifestação do poder social de uma nação que não conhece a derrota, uma nação invencível”, sublinhou.

Em um pronunciamento contundente, Qalibaf enalteceu as profundas qualidades dos homens e mulheres que não se dobraram diante de comportamentos tão covardes quanto o assassinato de 168 meninas em uma escola. “O inimigo pensava que a sociedade se desintegraria após a guerra e se voltaria contra si mesma, mas a grande nação do Irã era um só corpo com noventa milhões de almas e, ao contrário do que o inimigo acreditava, permaneceu mais unida do que nunca. Essa união era tão magnífica e profunda que a hesitação na defesa do Irã foi eliminada, e a conspiração do inimigo se voltou contra si mesma. Hoje, artistas, atletas, guerreiros, trabalhadores e professores clamam em uníssono pelo Irã e demonstram seu espírito coletivo ao inimigo criminoso. O grande povo do Irã, com seus diversos gostos, uniu-se e formou a defesa nacional. Eu me curvo diante desta grande nação”.

“Estamos em uma grande guerra mundial e devemos nos preparar para o caminho tortuoso e difícil que temos pela frente para chegar ao topo”, enfatizou o líder iraniano, garantindo que seu país está confiante de que pode “punir os Estados Unidos e fazê-los se arrepender de suas ações, para que não tentem atacar o Irã novamente”.

“Não duvidem por um instante da vontade de seus soldados e servos, mais firmes que as montanhas, mais ardentes que o fogo e mais temíveis que o relâmpago para o inimigo. Seguindo a convocação do Comandante dos Crentes (que a paz esteja com ele), eles cerram os dentes, entregam suas cabeças a Deus, permanecem firmes na terra e, mesmo que montanhas sejam arrancadas pela raiz, eles permanecerão inabaláveis. Asseguro-lhes que, pela graça de Deus, sairemos vitoriosos desta guerra. Os sinais dessa vitória estão se tornando evidentes. Não terminaremos a guerra que começamos em Ashura senão vitoriosos, e não permitiremos que os inimigos recuem sem estabelecer a autoridade do Irã. Faremos desta guerra uma grande lição para todo agressor, pela graça de Deus Todo-Poderoso”.

“Em conclusão, peço a vocês, queridos cidadãos, que não abandonem as ruas. Os mísseis, as ruas e os estreitos sufocaram o inimigo. Assim como seus soldados não abandonam os mísseis ou o Estreito de Ormuz, vocês também não devem abandonar as ruas. Mantenhamos a unidade e a coesão. Confiemos na promessa de Deus e não nos esqueçamos de nossos filhos nas diversas frentes de batalha; oremos por sua saúde”, finalizou Qalibaf.

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