Caso Master: Campos Neto foge pela 3ª vez da CPI

Roberto Campos Neto foi presidente do BC no governo Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil)

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, faltou pela terceira vez à reunião da CPI do Crime Organizado, que tramita no Senado Federal, para não responder sobre sua responsabilidade no escândalo do Banco Master.

Campos Neto foi presidente do BC entre 2019 e 2024, tendo sido indicado para o cargo por Jair Bolsonaro.

Ele foi convocado pela CPI na condição de testemunha qualificada, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que ele não comparecesse à reunião.

A primeira vez em que ele foi convocado foi em março, mas outra decisão do STF transformou a convocação em convite e o ex-presidente do BC não apareceu.

Foi sob a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central que Daniel Vorcaro montou no Banco Master um esquema bilionário de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro.

Para o presidente Lula, Campos Neto “é a serpente que pôs o ovo” do escândalo.

A investigação mostra que Roberto Campos Neto optou pela omissão, facilitando os crimes cometidos pelo Master. Ele foi avisado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e por outros bancos privados sobre o esquema fraudulento do Banco Master.

Além disso, dois diretores do período de Campos Neto à frente do BC eram infiltrados de Vorcaro dentro do órgão, passando informações internas e ajudando o Banco Master a realizar seus crimes.

Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, mantinham contato direto com Vorcaro, enviando e recebendo documentos.

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