Governo tira R$ 361 milhões de criminosos em apenas 3 semanas e quer acabar com roubo de celulares

Lula destinou R$ 11 bilhões para combater o crime organizado (Foto: SAJJAD HUSSAIN/AFP)

Depois de destinar R$ 11 bilhões contra o crime organizado, Lula anuncia programa contra roubo de celulares. “O programa Telefone Seguro vai deixar 200 milhões de brasileiros tranquilos de que eles não vão ter mais o celular roubado”, disse o presidente.

O presidente Lula segue avançando em sua política de combate ao crime organizado. Depois de anunciar, em maio, um montante de R$ 11 bilhões para fortalecer a repressão aos criminosos, ele anuncia um programa especial contra roubo de celulares.

Lula falou do novo programa na reunião do Conselhão, realizada na quarta-feira (10). Trata-se de um sistema que envia mensagens a celulares roubados, instruindo o atual portador a devolver o aparelho. A lógica do programa é inviabilizar o comércio de telefones móveis roubados, o que desestimularia os crimes. O presidente se referiu à medida como “Telefone Seguro”. “O programa Telefone Seguro vai deixar 200 milhões de brasileiros tranquilos de que eles não vão ter mais o celular roubado”, disse Lula.

O governo trabalha também pela aprovação no Senado da PEC da Segurança Pública que vai aumentar ainda mais os recursos e a integração de esforços das unidades da federação e a União contra o crime organizado. Os bolsonaristas, que só fazem demagogia, estão contra a aprovação da matéria. Eles fazem de tudo para bloquear a tramitação do projeto.

Várias das iniciativas dos fascistas acabam protegendo o crime organizado. Um exemplo disso foi a tentativa de dificultar a ação da PF nos estados – medida levada a cabo por Guilherme Derrite na relatoria da lei antifacção de Lula – ou pedir a Trump, como fez Flávio Bolsonaro, que substitua a PF e ponha as facções brasileiras sob a órbita da CIA e não da polícia. Sem falar que são públicas e notórias as ligações do candidato bolsonarista ao Planalto com políticos que estão presos por trabalharem para o Comando Vermelho.

O balanço das atividades do governo federal no plano geral de combate ao crime organizado mostra avanços significativos. Em apenas três semanas, desde que lançou o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, o governo tirou R$ 361 milhões das facções. A estratégia mobilizou 9.204 profissionais de segurança pública em 11 operações coordenadas entre União, estados e municípios.

Desde 12 de maio, quando o programa foi lançado, 473 prisões foram feitas, 639 armas apreendidas e 67 toneladas de drogas retiradas de circulação em operações integradas pelo país. O programa tem investimento previsto de R$ 11,1 bilhões e é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A linha oficial é atacar quatro pontos do crime organizado: dinheiro, presídios, homicídios e mercado ilegal de armas.

As operações Narke e Renocrim conseguiram bloqueio judicial de R$ 436 milhões em ativos. Esse ponto é central porque facção não vive só de arma e droga. Ela também depende de empresa de fachada, conta bancária, transporte, imóvel e conexão com setores formais da economia.

Nos presídios, a 11ª fase da Operação Mute entrou em 124 unidades prisionais, com 4.042 policiais penais. Foram 3.728 celas revistadas e 680 celulares apreendidos. A Polícia Federal (PF) aparece bem no balanço. Só em abril, foram 128 operações homologadas, 849 prisões em flagrante, 1.371 capturas pelos Grupos de Capturas e 295 mandados de busca e apreensão cumpridos.

A PF informou ainda apreensão de 160 armas, 4.563 munições, 5,6 toneladas de cocaína e 20,9 toneladas de maconha no período. A descapitalização estimada chegou a R$ 272 milhões.

O governo federal também informou cooperação com o Paraguai. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se em Assunção com Jalil Rachid, titular da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), para tratar de tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira.

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