Soldado do exército nazista de Israel destrói estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano

Afrontosa destruição da estátua de Jesus indignou o mundo (Younis Tirawi/Al Jazeera)

A imagem de um soldado israelense, no sul invadido do Líbano, profanando a marretadas uma estátua de Jesus Cristo crucificado, arrancado da cruz e de cabeça para baixo, vem correndo mundo e gerando indignação e asco

O repugnante vandalismo que afronta as religiões, em especial a cristã, ocorreu no fim de semana no vilarejo cristão de Debel, no sul do Líbano, já agredido por bombas e tropas de ocupação israelense.

A foto foi divulgada ao mundo pelo jornalista palestino Younis Tirawi.

O repulsivo episódio se torna mais estúpido ainda quando, na semana anterior, de forma firme o Papa Leão XIV precisou ressaltar a mensagem do Evangelho de que Jesus é o “príncipe da Paz”, em oposição à orgia de sangue e devastação que o governo Trump e Israel vêm perpetrando no Oriente Médio.

Sentindo o cheiro de queimado, o governo Netanyahu tentou se esquivar do caso e até prometeu “investigar”, mas o achincalhe não acontece no vazio.

Segue toda uma “lógica” de parte das forças nazistas de Israel, que inclui a recente proibição da celebração da missa na Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos bem como a provocação contra a fé islâmica perpetrada pelo ministro do apartheid, Itamar Ben Gvir, na semana passada, na Mesquita de Al Aqsa, o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos, sempre a pretexto da “segurança”.

É a avidez pelo “lebensraum” [espaço vital] supremacista sionista se fundindo com a intolerância religiosa e desrespeito aos sentimentos dos não judeus na Palestina e no mundo. O exército de ocupação israelense teve de confirmar a autenticidade da imagem da agressão racista.

A agência Reuters confirmou que a imagem foi registrada em uma das raras aldeias do sul do Líbano onde moradores permaneceram, apesar da invasão israelense. A cruz fazia parte de um pequeno santuário no jardim de uma família que vive na periferia da aldeia, disse o padre Fadi Falfel.

“Um dos soldados israelenses quebrou a cruz e cometeu esse ato horrível, essa profanação de nossos símbolos sagrados”, disse ele. “Estamos enfrentando todo tipo de crise”, afirmou o pároco.

“Acreditávamos que o cessar-fogo nos traria um pouco de alívio, mas ainda estamos cercados, incapazes de ir à cidade ou sair dela. Há casas na periferia da cidade às quais não temos acesso.”

O patriarca católico de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, ele próprio impedido de celebrar a missa de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro no início da Semana Santa – “o que não acontecia há séculos” – expressou sua “condenação sem hesitação” da profanação da estátua de Jesus no sul do Líbano.

Segundo o comunicado da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, órgão que reúne os líderes de diversas igrejas da região, esse fato é uma “grave afronta à fé cristã” e se insere no âmbito de “outros episódios relatados de profanação de símbolos cristãos”.

O cardeal denunciou ainda uma “falha preocupante na formação moral e humana quando o respeito mais elementar pelo sagrado e pela dignidade dos outros é gravemente comprometido”.

A nota ainda pediu “procedimentos disciplinares imediatos e decisivos” contra o soldado responsável pelo episódio e “claras garantias de que comportamentos similares não serão tolerados nem se repetirão”.

Enquanto o exército invasor alega que a profanação seria “totalmente incompatível” com seus “valores”, a relatora da ONU sobre Direitos Humanos na Palestina, Francesca Albanese, lembrando o genocídio e tortura que comete, o declarou o exército “mais depravado” do mundo.

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