Paes critica domínio de territórios por criminosos na gestão Castro: “Essa é a herança deles”

Turistas ficaram ilhados durante operação no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/TV Globo

“Nunca o domínio de territórios por criminosos foi tão grande quanto agora”, afirmou o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que deixou o cargo para disputar o governo do estado, ao comentar a operação policial que deixou cerca de 200 pessoas presas no alto do Morro Dois Irmãos, na Zona Sul da capital, na manhã desta segunda-feira (20).

A ação foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em conjunto com o Ministério Público do Estado da Bahia na comunidade do Vidigal. O local, conhecido por atrair moradores e turistas para trilhas ao amanhecer, teve o acesso interrompido durante a operação, impedindo a descida dos visitantes por horas devido à falta de segurança.

“Triste mas isso é fruto de escolhas políticas que fazemos. 8 anos de NÃO politica de segurança pública do Castro/Witzel e sua turma. Nunca o domínio de territórios por criminosos foi tão grande quanto agora. Aliás, Alemão e Penha também continuam assim depois da operação que fizeram. Essa é a herança deles. E ainda querem continuar…Vai dar muito trabalho e exigir muita gestão e autoridade, mas é possível reverter esse quadro!”, escreveu Paes.

A operação tinha como alvo integrantes do Comando Vermelho da Bahia que, segundo as investigações, estariam escondidos na comunidade. Houve reação armada e moradores relataram intenso tiroteio na região.

Durante a ação, integrantes da facção incendiaram lixeiras da Companhia Municipal de Limpeza Urbana na Avenida Niemeyer, principal ligação entre São Conrado e Leblon. A via foi interditada por cerca de 30 minutos e liberada após a atuação de um comboio da Polícia Militar.

Imagens aéreas mostraram os visitantes deixando o Morro Dois Irmãos em fila pela trilha após a redução do risco. Nas redes sociais, moradores relataram medo diante dos disparos e da presença de helicópteros da Polícia Civil sobrevoando a comunidade.

Segundo a Polícia Civil, três pessoas foram presas — uma mulher capturada e dois homens em flagrante —, além da apreensão de um fuzil, uma espingarda, uma pistola, munições, rádios transmissores, celulares e grande quantidade de drogas. A corporação não informou se os detidos eram os principais alvos.

Em nota, a secretaria afirmou que a operação foi baseada em investigações de inteligência das forças de segurança da Bahia e ocorreu sem registro de feridos. “Na chegada, narcotraficantes atacaram os agentes, colocando deliberadamente a população e visitantes em risco”.

A ação contou com agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e foi realizada em conjunto com o Ministério Público da Bahia, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia e a Polícia Civil baiana. Segundo a corporação, a ofensiva é resultado de cooperação interestadual entre as forças de segurança.

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