Papa condena exploração colonialista das riquezas naturais da África

Ao lado do arcebispo Juan Nsue Edjang, o papa Leão XIV inaugura o campus universitário em Basupú, Guiné Equatorial (EWTN News)

Papa Leão XIV em visita à Guiné Equatorial, na terça-feira, 21, na última parte de sua visita pelos países africanos, criticou em discurso, a exploração colonialista das riquezas naturais africanas, como minerais e a “luxúria pelo poder” de alguns líderes.

“Está claro hoje que a proliferação de conflitos armados é muitas vezes impulsionada pela exploração de depósitos de petróleo e minerais, sem consideração pelo direito internacional ou pela autodeterminação dos povos”, disse o Papa Leão.

O pontífice está fazendo uma turnê de 11 dias pelos países africanos, ele já visitou a Argélia, Camarões e Angola. A Guiné Equatorial é a última parte de sua viagem, onde foi recebido calorosamente por uma multidão entusiasmada na capital administrativa, Malabo. O último papa a visitar a cidade foi João Paulo II em 1982.

“Devemos também dizer ‘não deves’ a uma economia de exclusão e desigualdade. Tal economia mata”, disse o pontífice, repetindo as mesmas palavras do falecido Papa Francisco.

A fala sobra a “luxuria pelo poder”, seria uma indireta para o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que está no poder desde 1979, fazendo dele o presidente mais antigo do continente.

As declarações do papa, acontecem ao mesmo tempo em que o governo dos EUA, de Trump, anunciou a intenção de criar um bloco comercial de minerais com países que aceitem a vassalagem ao Império.

Isso, em um processo de antagonismo com a China, que dessemvolveu amplos entendimentos com as nações africanas e procuram desenvolver parcerias também no setor de minerais críticos.

A Guiné Equatorial, com a descoberta de petróleo offshore nos anos 90, o país se tornou uma das economias mais ricas da África Subsaariana, da qual a Guiné Equatorial apresenta metade do PIB e mais de 90% das exportações. Ainda assim 2 milhões dos cidadãos guiné-equatorianos vivem na miséria.

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