Governo Lula impulsiona Minha Casa, Minha Vida com mais R$ 20 bilhões e redução de juros

Residencial Viver Mosqueiro em Belém (Pará) entregue em abril deste ano. (Foto Lucas Lima/MCID)

Novas regras passam a valer nesta quarta-feira (22), aumentando os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa, com juros menores do que os praticados pelo mercado

A partir desta quarta-feira (22) os interessados em obter financiamento pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) serão beneficiados pelas mudanças, com a ampliação das faixas de renda, valores máximos dos imóveis e com taxas de juros correspondentes. As novas condições do programa foram aprovadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e regulamentada pelo Ministério das Cidades.

Insere também imóveis financiados até R$ 600 mil para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. O aumento do valor financiado favorece o acompanhamento de alta dos preços dos imóveis. As operações serão realizadas pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil que começam a financiar imóveis com as novas regras.

Na semana passada, quinta-feira (15), o governo anunciou o aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para melhorias no programa MCMV, em evento com a presença do presidente Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e representantes do setor da construção civil. A medida foi publicada no dia seguinte (16).

“Vamos contratar 3 milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três”, disse o presidente Lula no evento. “Fazer casa, para nós, é uma obrigação […] é direito humano, está na Cosntituição”, completou.

Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o recurso “é uma iniciativa muito bem-vinda para o acesso da classe média à casa própria, sobretudo num cenário de restrição no acesso ao crédito e juros ainda em patamares muito elevados”.

De acordo com Ana Castelo, do FGV Ibre, conforme G1, o MCMV atingiu um novo recorde de contratações em 2025. “Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa”, disse.

As contratações atingiram nível recorde em 2025 com 669.065 unidades. Um salto de 36% sobre o total de 491.209 imóveis em 2024.

Veja as mudanças no MCMV:

1. Novos limites por faixa de renda
Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200
Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000
Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600
Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000

2. Novos valores máximos dos imóveis:
Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade;
Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;
Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.

3. Novas taxas de juros:
faixa 1 – 4,00% a 4,50%;
faixa 2 – 4,75% a 5,50%
faixa 3 – 6,50% a 7,66%;
faixa 4 – 10,00%.

Ao ampliar as faixas de renda, tomando como exemplo a faixa 1, de R$ 2.850 para até R$ 3.200, o maior benefício dessa faixa, em termos de valor máximo de financiamento e menores taxas de juros, fica estendido às famílias com renda até R$ 3.200,00.

Seguindo a mesma sistemática, cada extensão de faixa de renda aumenta o número de beneficiários em limite de crédito e redução de taxa de juro das famílias nelas enquadradas.

Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4.

Nessa última faixa, com menor acesso ao MCMV, as famílias que ficavam fora dos limites do programa, tinham que a enfrentar juros muito mais altos no financiamento imobiliário, que repercutem uma taxa básica (Selic) que permaneceu na casa dos 15% durante boa parte do ano passado, agora aos 14,75%.

Com o aumento do valor máximo dos imóveis, as famílias poderão ter acesso a unidades com maior metragem ou melhor localizadas.

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