Bajulador de Trump, Caiado festeja a entrega das riquezas brasileiras para os EUA

Caiado comemora porque entregou tudo para os EUA (Foto: Reprodução - Instagram)

Em vídeo, segundo o bolsonarista, com os EUA explorando todas as terras raras do Estado os americanos vão ser muito felizes

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), celebrou comum vídeo em suas redes sociais a entrega das minas de terras raras para os Estados Unidos um mês antes da venda da única mina ativa no Brasil para uma empresa norte-americana.

Caiado disse que “Goiás já fechou com os Estados Unidos” o acordo, que seria o “mais importante” já assinado por um governador.

Segundo o bolsonarista, com os Estados Unidos explorando todas as terras raras do Estado, Goiás pode se tornar “referência no mundo em relação a esses minérios que hoje a demanda é mundial”.

Caiado citou a entrega das minas de Minaçu, Nova Roma, Iporá e Monte Alegre de Goiás.

O vídeo foi postado por Caiado em março, um mês antes da empresa estadunidense USA Rare Earth comprar a Serra Verde, que é dona da única mina de terras raras já produzindo no Brasil, localizada em Minaçu. A venda foi anunciada na segunda-feira (20).

O escândalo da entrega das terras raras por Ciado é tão grande que o vídeo está sendo resgatado pela web e disseminado agora.

A Serra Verde já era de propriedade estrangeira, sendo controlada por duas companhias americanas e uma britânica, mas tinha suas exportações voltadas para a China.

A USA Rare Earth quer voltar toda a produção para os Estados Unidos, usando o Brasil como marionete na disputa global pelos elementos que ganham relevância com sua crescente utilização em tecnologias como baterias e smartphones.

O governo de Donald Trump tem participação direta na apropriação dos minérios brasileiros, uma vez que foi quem liberou um financiamento de US$ 1,6 bilhão para a USA Rare Earth antes dela comprar a Serra Verde. O montante representa quase 60% do utilizado pela empresa americana no negócio.

Conor Coleman, chefe de investimentos da US International Development Finance Corporation (DFC), afirmou, sem disfarçar, em entrevista ao Financial Times, que o negócio da USA Rare Earth no Brasil cria controles “garantindo que [os metais] fossem para os Estados Unidos e para as partes alinhadas aos EUA”.

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