Um homem com armas e facas invadiu o saguão em frente a um jantar de jornalistas na noite de sábado (25) com a presença de Trump e de líderes seniores dos EUA e correu em direção ao salão de baile do Washington Hilton até finalmente ser cercado e preso, registrou a Associated Press.
Trump foi levado para longe às pressas e depois comentou que se tratava de “uma pessoa doente”, um “lobo solitário”. Na descrição da AP, os convidados mergulhavam sob as mesas enquanto a cena se desenrolava e alguns relataram ouvir tiros – de cinco a oito – do lado de fora do vasto salão subterrâneo do hotel onde o evento estava acontecendo.
O intruso foi identificado como Cole Tomas Allen, 31 anos, de Torrance, Califórnia. Ele será apresentado a um juiz na segunda-feira.
Um vídeo postado por Trump mostrou o suspeito passando por barricadas de segurança enquanto agentes do Serviço Secreto corriam em sua direção. “Não parece haver nenhum tipo de perigo para o público neste momento”, disse a prefeita de Washington, Muriel Bowser, em uma coletiva de imprensa separada após o tumulto.
GUARDA NACIONAL TOMA POSIÇÃO NO HOTEL
Também foram evacuados pelo Serviço Secreto o vice JD Vance, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o secretário de Estado Marco Rubio. Não faltou sequer um coro de puxa-sacos que gritavam “Deus abençoe a América” quando Trump foi escoltado para fora do palco.
Membros da Guarda Nacional tomaram posição dentro do prédio, enquanto as pessoas podiam sair, mas não reentrar imediatamente. Helicópteros sobrevoavam.
A AP observou que foi a terceira vez desde 2024 que o presidente é ameaçado por um atacante em sua proximidade imediata — incluindo a tentativa de assassinato em Butler, Pensilvânia, que o feriu e matou um bombeiro local.
PRIMEIRO JANTAR COM JORNALISTAS EM DOIS MANDATOS
Ao entrar no salão de banquetes do Washington Hilton ao som de “Hail to the Chief”, Trump cumprimentara jornalistas proeminentes, depois de uma pausa para elogiar a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit.
É a primeira vez, incluindo o primeiro mandato, que Trump comparece ao jantar anual de sábado com os correspondentes na Casa Branca. O que reflete sua relação – e de seu governo – frequentemente conturbada com a imprensa.
“Entre repreender repórteres individuais, lutar contra organizações como The New York Times, The Wall Street Journal e The Associated Press na justiça e restringir o acesso da imprensa ao Pentágono, a animosidade da administração em relação aos jornalistas tem sido um marco do segundo mandato de Trump”, destacou a agência de notícias americana.
Após uma tentativa inicial de retomar, o evento foi cancelado para a noite e será remarcado. “Vamos fazer isso de novo”, disse Weijia Jiang, presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca.











