O PCdoB repudiou as ameaças de Donald Trump contra a soberania de Cuba e se solidarizou com o povo e o governo cubanos, exigindo o “fim imediato do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA”.
Donald Trump disse, em discurso no dia 1º de maio, que “no caminho de volta do Irã, teremos um dos nossos grandes, o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Vai parar a 100 jardas da costa [de Cuba] e eles vão dizer: ‘muito obrigado, nós nos rendemos’”.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba, também divulgou uma nota denunciando que as ameaças de Trump de colonizar Cuba “representam uma flagrante violação do direito internacional e da soberania” da ilha.
Já Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que a fala de Trump “não é figura de linguagem. É ameaça militar explícita, vinda do presidente da maior potência do planeta, contra uma nação soberana”.
Leia as manifestações na íntegra:
“Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) manifesta seu mais veemente repúdio às recentes ameaças e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigidas à República de Cuba. Um conjunto de novas medidas coercitivas genocidas foi anunciado pela Casa Branca no tradicional 1º de maio, data em que, mais uma vez, a ilha se levantou e marchou, como em todos os anos, contra o bloqueio e pela soberania cubana. Em seguida, um anúncio de Trump de que irá posicionar o porta-aviões USS Abraham Lincoln na costa cubana e “tomar o controle” da ilha.
Trata-se de mais uma expressão da política imperialista norte-americana, historicamente orientada a subjugar povos e nações que ousam trilhar caminhos soberanos e independentes. Ao defender a intensificação de medidas coercitivas contra Cuba e anunciar o cerco militar, Trump reafirma o caráter agressivo de uma estratégia que combina bloqueio econômico, sanções unilaterais, cerco naval e permanente tentativa de ingerência. Essa política, além de ilegal à luz do direito internacional, é profundamente desumana, pois penaliza diretamente o povo cubano, restringindo seu acesso a alimentos, medicamentos e insumos básicos.
Há mais de seis décadas, Cuba resiste com dignidade a essa política de asfixia. A Revolução Cubana segue sendo um exemplo de afirmação da soberania nacional, de compromisso com a justiça social e de solidariedade internacionalista, valores que contrastam com a lógica de dominação e coerção promovida pelos Estados Unidos.
O PCdoB denuncia que tais ameaças se inserem em uma conjuntura internacional marcada pela tentativa de recomposição da hegemonia norte-americana por meios cada vez mais agressivos, nos quais a América Latina volta a ser tratada como área de influência estratégica determinante.
Diante disso, o Partido Comunista do Brasil reafirma sua solidariedade irrestrita ao povo e ao governo de Cuba e soma sua voz às forças democráticas do mundo na exigência do fim imediato do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. Conclamamos partidos, parlamentares, movimentos sociais e organizações civis a denunciar e ampliar o apoio e a solidariedade a Cuba de modo permanente e vigilante.
Defender Cuba é defender o direito dos povos à autodeterminação, à soberania e à construção de seus próprios destinos.
Brasília, 03 de maio de 2026”
“Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba
Novas ameaças de Donald Trump contra Cuba
O Grupo Parlamentar Brasil – Cuba manifesta sua mais firme condenação às recentes declarações e ameaças proferidas por Donald Trump contra a República de Cuba, que representam mais um capítulo da longa política de hostilidade e agressão dos Estados Unidos contra o povo cubano.
As falas de Trump, ao sugerirem o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln para as costas cubanas para “tomar o controle quase imediato” da ilha, representam uma flagrante violação do direito internacional e da soberania de Cuba. Reafirmam uma estratégia histórica baseada no bloqueio econômico, comercial e financeiro, mas agravada com o componente do cerco militar.
Não se trata de um episódio isolado, mas da continuidade de uma lógica imperial que busca interditar e sufocar experiências soberanas na América Latina e no Caribe, impondo medidas unilaterais como instrumento de pressão política. Tais medidas têm impactos diretos sobre a vida do povo cubano, agravando dificuldades econômicas e restringindo o acesso a bens essenciais. Uma política condenada reiteradamente pela comunidade internacional.
O Grupo Parlamentar Brasil – Cuba reafirma sua solidariedade incondicional ao povo e ao governo de Cuba, que há mais de seis décadas resistem com dignidade às tentativas de asfixia econômica e política de seu país. Reiteramos que a autodeterminação dos povos e o respeito à soberania nacional são princípios fundamentais das relações internacionais e não podem ser relativizados por interesses geopolíticos.
Neste momento, conclamamos o Congresso Nacional brasileiro, as forças políticas democráticas e a sociedade civil a se posicionarem de forma clara contra qualquer escalada de agressões e a defenderem o fim imediato do bloqueio contra Cuba.
A paz, o diálogo e a cooperação entre as nações devem prevalecer sobre a lógica da coerção e da ameaça.
Brasília, 03 de maio de 2026
Deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba”
“Deputado Orlando Silva
É nojento! Trump, aos risos, anuncia que mandará o maior porta-aviões dos Estados Unidos parar na costa cubana até que o país “se renda”.
Não é figura de linguagem. É ameaça militar explícita, vinda do presidente da maior potência do planeta, contra uma nação soberana.
A nova ordem executiva assinada por Trump no 1º de maio amplia o cerco: pune quem fizer qualquer negócio com Cuba, persegue empresas, bancos e governos estrangeiros, e mira justamente os setores que sustentam a sobrevivência da ilha.
Cuba não ameaça ninguém. Cuba resiste, há mais de seis décadas, a um bloqueio criminoso, e segue sendo exemplo de soberania, solidariedade e dignidade para os povos do mundo.
Tirem as mãos de Cuba!”.











