Passando por cima do acordo de cessar-fogo com o Líbano, as Forças de Extermínio de Israel atacaram a cidade de Habboush na sexta-feira (01), assassinando seis pessoas, incluindo uma mulher e uma criança, de acordo com o Ministério da Saúde libanês.
“Civis continuam morrendo, crianças continuam sendo bombardeadas, além de médicos e jornalistas que continuam sendo alvejados”, afirmou Thienminh Dinh, médica de emergência da organização Médicos Sem Fronteiras, na cidade de Tiro, à Al Jazeera.
Desde os primeiros ataques, em março, são 270 mulheres e 170 crianças assassinadas desde o início da invasão ao país.
Dinh observou que os corpos estão se acumulando e que muitos dos mortos eram trabalhadores da defesa civil, vítimas de ataques israelenses enquanto realizavam resgates.
“Isso acontece apenas um dia depois de Israel ter matado oito civis no sul do Líbano. Quatro deles eram mulheres e dois eram crianças. Tudo isso está ocorrendo durante o ‘cessar-fogo’, denunciou Ali Rida Sbeity, correspondente da RT, em reportagem no distrito de Tiro, no Líbano.
ISRAEL CONFIRMA: “NÃO HÁ CESSAR FOGO”
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, confirmou na quarta-feira (29/03) que “não há cessar-fogo” com o grupo Hezbollah, apesar da trégua mediada pelos Estados Unidos entre Israel e o Líbano que, pelos fatos, não está valendo para as forças de Netanyahu.
Donald Trump havia anunciado em 23 de abril a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas, visando um acordo de paz definitivo, após uma trégua inicial de 10 dias iniciada em 16 de abril. Nos termos do acordo, Israel se comprometeu a interromper as operações ofensivas no Líbano.
O sheik Naim Qasem, atual secretário-geral do Hezbollah, confirma: “não há cessar-fogo no Líbano; o que existe é uma agressão contínua de Israel e dos Estados Unidos”.
“O Líbano é o país que está sob ataque, e é o Líbano que precisa de garantias para preservar sua segurança e soberania”, enfatizou.
Ele também denunciou que “Israel não cumpriu uma única etapa do acordo de cessar-fogo e o violou mais de dez mil vezes”.
“A Resistência, juntamente com o povo e seus apoiadores, apesar de contar com poucas tropas e equipamentos limitados, mantém-se firme contra a tirania dos monstros em forma humana e oferece seus mártires da maneira mais bela e solene. A Resistência impediu o inimigo de alcançar seus objetivos e continua resistindo neste caminho”, enfatizou.
Mais de 2.600 pessoas foram mortas no Líbano desde 2 de março, e cerca de 1,2 milhão foram deslocadas, de acordo com as autoridades libanesas.











