“Não vamos nos curvar,” disse o presidente do Irã, ao rechaçar as ameaças de Trump

Presidente do Irã, Massoud Pezeshkian (Angela Weiss/AFP)

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, enfatizou nunca se curvar ou ceder para qualquer poder externo que queira submeter o Irã à sua vontade, ou sacrificar a dignidade do povo iraniano com falsas promessas de conforto.

“Não vamos nos curvar. Nunca me curvarei diante de qualquer poder. Não sacrificaremos a dignidade do país em prol da busca por conforto e nossos próprios desejos mundanos, mas devemos administrar o país com prudência e sabedoria”, disse o presidente iraniano.

Pezeshkian, fez essa declaração como uma resposta às pressões que presidente americano, Donald Trump, que constantemente impõe prazos para os iranianos se submeterem às exigências do imperialismo norte-americano, além de ameaças de “aniquilação total”, postadas nas redes sociais, quase toda semana pelo presidente americano.

“É melhor que eles se movam, rápido, ou não sobrará mais nada deles”, postou Trump histericamente, ontem em sua plataforma Truth Social.

O presidente iraniano lembrou também que os americanos e israelenses assassinaram o líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyyed Ali Khamenei, sem nenhuma provocação ou lógica para o ataque, aos direitos humanos e legais.

Pezeshkian destacou que os americanos e os israelenses massacraram líderes e cientistas iranianos e estudantes em sua guerra para subjugar o Irã. Ao invés de responder à altura, Trump tem retomado suas ameaças exigindo que o Irã se submeta “rápido”, daí a resposta firme por parte do presidente iraniano.

“Eles fazem o mesmo com todos. Olhe para Gaza e Palestina, que atrocidades eles cometem”, disse. “E a mídia americana justifica isso, alegando que eles estão se defendendo”, continuou. “Eles têm poder e força, e fazem essas coisas.”

A guerra iniciada pelos americanos e pelos israelenses em 28 de fevereiro, sem provocação contra o Irã, resultou em uma onda de ataques de retaliação pelas forças iranianas contra alvos americanos e israelenses ao longo de 40 dias provocando danos significativos na infraestrutura das forças americanas, uma coisa que anteriormente era tida como impensável.

Com o fechamento do Estreito de Ormuz pelos iranianos, e a avalanche de reprovação contra guerra nos EUA, o governo americano, acuado, teve que aceitar um cessar-fogo em 8 de abril, mediado pelo Paquistão, mas mesmo assim a desconfiança contra as intenções dos americanos e dos israelenses que nunca respeitaram acordo algum, a delegação iraniana não fechou nenhum acordo com os americanos para um fim desse conflito devido a negativas de Trump de responder com o mínimo de atenção às propostas de acordo iranianas.

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