O professor Eliseu Gabriel, vereador da capital paulista pelo PSB, divulgou um vídeo em suas redes sociais, em que defende que o Brasil aproveite seu potencial estratégico nas chamadas “terras raras” para impulsionar o desenvolvimento nacional. No vídeo, o professor explica que é necessário reduzir a taxa básica de juros e ampliar os investimentos públicos em tecnologia e industrialização.
“O Brasil aparece em segundo lugar em reservas com cerca de 21 milhões de toneladas, que são localizadas principalmente em Minas Gerais, Goiás e Bahia, mas produzem apenas 20 toneladas por ano, muito abaixo do que o mundo precisa. […] O Brasil está com a faca e o queijo na mão. Agora seria a hora de aproveitarmos mais essa chance que a natureza nos oferece”, destaca Eliseu.
O parlamentar aponta que se faz repensar a política de juros elevados e que atende apenas os interesses do sistema financeiro para que o país possa usufruir desse que é uma das maiores reservas do mundo e transformá-las em soberania econômica e tecnológica devido.
Na gravação, Eliseu Gabriel explica que as terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos fundamentais para a indústria de alta tecnologia, presentes em equipamentos eletrônicos, carros elétricos e híbridos, turbinas eólicas, satélites, sistemas de defesa aeroespacial, aparelhos de ressonância magnética e diversas outras aplicações consideradas estratégicas para a economia contemporânea.
Assista o vídeo no link:
https://www.instagram.com/p/DYAvBCevDYA
O parlamentar destaca que, por isso, a disputa internacional por esses minerais é intensa e que sua extração e separação exigem elevado nível tecnológico. “A China lidera o mundo tanto em reservas, com 44 milhões de toneladas, quanto em produção, com 270 mil toneladas por ano” e os Estados Unidos dependem amplamente da produção chinesa para obter esses elementos.
Enquanto isso, nós com uma das maiores reservas mundiais, temos nosso desenvolvimento refreado pela vampiragem do capital financeiro.
Para o vereador, o país desperdiça uma oportunidade histórica ao não transformar suas riquezas naturais em instrumento de desenvolvimento econômico e industrial. Ele argumenta que este seria o momento de reduzir a taxa Selic e ampliar o investimento estatal em pesquisa, tecnologia e infraestrutura para garantir autonomia produtiva ao país.
“Seria o momento de baixar a taxa selic e fazer investimento público no desenvolvimento dessa tecnologia. Mas, mais metade do dinheiro dos nossos impostos vai para o bolso de banqueiros e rentistas.”
“Só um Congresso Nacional pode resolver isso, mas precisa acordar e agir no interesse da nação.Vamos ver se a gente consegue, na próxima eleição, eleger mais gente boa para que isso dê certo” , completou o parlamentar ao enfatizar o papel do legislativo federal nessa disputa.











