Nesta terça-feira (27), o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, em discurso na ONU, diante do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), denunciou as táticas criminosas de Trump para sufocar a economia cubana provocando uma “catástrofe humanitária” agravada pela ameaça de uma invasão das forças dos EUA contra a ilha do Caribe.
“O cerco de petróleo ou energia que os Estados Unidos aplicam a Cuba é equivalente, por seus efeitos, a um bloqueio naval, que é um ato de guerra e genocídio que submete a população cubana a condições que ameaçam sua integridade e existência e constitui uma cruel e indiscriminada ‘punição coletiva’ que hoje causa mortes”, disse o ministro das Relações Exteriores de Cuba.
Ele disse que o bloqueio norte-americano fez dobrar a taxa de mortalidade infantil no país, passando de 4,0 para 9,2 por cada 1000 bebês nascidos vivos. A expectativa de vida para crianças com câncer caiu de 85% para 65%.
Rodríguez denunciou que os EUA criam uma crise humanitária em Cuba para justificar uma futura intervenção contra o país e chamou o imperialismo norte-americano de “uma plutocracia corrupta e imoral” e que a agressão contra Cuba é “uma agressão unilateral sem precedentes e injustificada”.
Bruno Rodríguez agregou que Washington procura forçar o afastamento de outros países ao ameaçá-los com “sanções secundárias”.
“Apelo à América Latina e ao Caribe para que ajam para preservar seu status de Zona de Paz e evitar consequências adversas que possam desestabilizar a região”, disse.
O ministro fez um apelo à comunidade internacional, um pedido por ação para “evitar uma catástrofe humanitária que possa ser imposta, seja por meio de armas ou por meio do cerco energético e do aperto extremo do bloqueio, que matam e causam sofrimento”.
Rodríguez rejeitou as acusações contra o líder da Revolução Cubana, Raúl Castro, de 95 anos de idade, e reiterou que os norte-americanos violam a paz e segurança internacional e o “Direito internacional Humanitário em relação à ilha de Cuba” e que uma ação militar dos EUA contra Cuba provocaria um banho de sangue.
“É uma decisão politicamente motivada e fraudulenta, destinada a enganar cidadãos norte-americanos e estrangeiros, 30 anos após os eventos, com o vil propósito de fazê-los apoiar uma aventura militar contra Cuba para alcançar ‘mudança de regime’ ou ‘construção nacional’, como eles chamam eufemisticamente agora”, disse.
“Como reiterou o presidente Miguel Díaz-Canel, Cuba não é e não pode ser uma ameaça. Ele não é inimigo dos Estados Unidos nem quer ser, apesar de diferenças significativas com seu governo. Cuba tem laços profundos e fraternos com o povo e a cultura norte-americana”, destacou o ministro cubano.











