Prévia da inflação desacelera em maio, mas conta de luz e comida pesam no bolso do consumidor

Grande impacto foi a alta da energia elétrica residencial (2,16%). (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

IPC-15 foi de 0,62%, abaixo da taxa de abril (0,89%)

O indicador de prévia da inflação (IPCA-15) desacelerou de 0,89% para 0,62% entre abril e maio deste ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (27). No acumulado em cinco meses, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% e, em 12 meses, de 4,64%. Alimentos e energia elétrica continuaram pesando no bolso do consumidor brasileiro. Já transportes teve resultado negativo.

Nesta semana, os bancos voltaram a estimar a inflação acima de 5% no final deste ano, como forma de pressionar o Banco Central (BC) a parar com a redução da taxa básica de juros da economia (Selic).

Após permanecer com a Selic em 15% por nove meses, o BC reduziu a taxa nominal de juros em apenas 0,50 ponto porcentual (p.p) – entre as reuniões do Copom de março e abril – fixando-a em 14,5% ao ano. Para dezembro deste ano, as instituições financeiras e demais rentistas pressionam pela manutenção da taxa Selic elevada em 13,25%, perpetuando a asfixia sobre os investimentos produtivos.

De acordo com o IBGE, entre produtos e serviços pesquisados para o cálculo do IPCA-15, os maiores impactos sobre o índice geral vieram da energia elétrica residencial (2,16%), das carnes (1,98%), da higiene pessoal (1,60% ) e do leite longa vida (6,07%).

Em maio, o grupo Alimentação, com a maior variação (1,38%) e impacto (0,30 p.p.) sobre o índice geral, reflete em parte fatores sazonais e problemas climáticos pontuais, nos quais a política monetária não alcança – ou seja – não são afetadas pelo juros. 

Por outro lado, o grupo Transportes (-0,33%) marcou deflação no mês, devido à desaceleração de preços dos combustíveis, de 6,06% em abril para -1,47% em maio. Uma queda puxada pelo etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%) – refletindo as ações do governo Lula de fiscalização e medidas de subvenção aos combustíveis para conter os impactos internos da alta dos derivados de petróleo no mercado internacional, provocados pela agressão dos EUA ao irã.

O IPCA-15 também foi afetado pela alta nos preços da Habitação (1,03% e 0,15 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (1,05% e 0,14 p.p.). As demais variações ficaram entre  0,01% (Educação) e 0,50% (Despesas pessoais). Veja os resultado mensal por grupo, a seguir:

Alimentação e bebidas: 1,38%

Habitação: 1,03%

Transportes: -0,33%

Artigos de residência: 0,21%

Vestuário: 0,36%

Saúde e cuidados pessoais: 1,05%

Despesas pessoais: 0,50%

Educação: 0,01%

Comunicação: 0,36%.

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