A ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa responder se viajou para os Estados Unidos para resolver a questão dos mais de R$ 60 milhões enviados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme de Jair Bolsonaro.
Tebet é pré-candidata ao Senado por São Paulo na chapa que apoia a reeleição do presidente Lula.
Em evento organizado pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, Tebet disse que a pergunta é se Flávio Bolsonaro foi para os EUA em um ato de campanha eleitoral ou para tentar consertar “uma coisa muito mal aparada”, “tentar legalizar algo absolutamente imoral e ilegal, que é pedir para alguém já denunciado, com pedidos de prisão, que é do empresário Vorcaro, R$ 134 milhões, com áudios de Whatsapp”.
“A não ser que ele tenha ido falar com um reduto muito pequeno de brasileiros que moram nos Estados Unidos. A maioria dos brasileiros está no Brasil, ele tem que ficar aqui pedindo voto”, comentou. O que ele vai fazer lá nos EUA “tem que perguntar para ele”, disse ao ser questionada pela imprensa sobre o encontro de Trump com Flávio.
Flávio Bolsonaro tentou esconder que tinha uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro e chegou a dizer que sequer o conhecia.
O portal Intercept Brasil publicou conversas de texto e áudio de Flávio que mostram que ele negociou com o banqueiro a entrega de R$ 134 milhões para a suposta produção do filme “Dark Horse”, uma suspeita biografia de Jair Bolsonaro.
Vorcaro está preso e negocia uma delação premiada. Ele roubou, em uma articulação criminosa com o ex-governador Cláudio Castro (PL), dinheiro que era dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.
Suspeita-se que parte do dinheiro roubado foi usada para financiar o filme produzido por Flávio Bolsonaro.
Simone Tebet ainda comentou que sequer está claro se o dinheiro foi realmente usado na produção do filme, lembrando que “uma parte foi pro advogado do irmão dele [Eduardo Bolsonaro] para comprar uma mansão” nos Estados Unidos.
No evento do Direitos Já!, Tebet comentou que vai atuar, caso eleita ao Senado por São Paulo, para impedir ataques da extrema-direita contra a democracia e pelo desenvolvimento econômico do Estado. Para ela, a eleição de candidatos compromissados com a democracia será fundamental nos próximos quatro anos.











