No sábado, os militares do ‘Comando Sul dos EUA’ comunicaram que realizaram mais um ataque contra uma embarcação no leste do Pacífico, matando três pessoas, mais uma vez sem nenhuma evidência, eles acusaram as vítimas de envolvimento com o narcotráfico, o número de mortos já ultrapassa 200 desde que os ataques de Washington começaram contra embarcações no Pacífico e no Mar do Caribe.
“No dia 30 de maio, na direção do comandante do #SOUTHCOM, Gen. Francisco L. Donovan, Força-Tarefa Conjunta Southern Spear realizou um ataque cinético letal em um navio operado por Organizações Terroristas Designadas. A inteligência confirmou que a embarcação estava transitando ao longo de rotas de narcotráfico conhecidas no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico. Três narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação. Nenhuma força militar dos EUA foi prejudicada”, diz a nota do Comando Sul.
Sobre a acusação de que a embarcação era “operada por organizações terroristas designadas”, os americanos não elaboraram de que “grupos terroristas” eles teriam feito parte e não mostraram nenhuma prova para apoiar as acusações.
No vídeo de 15 segundos, que foi postado nas redes sociais, mostra uma embarcação que prontamente foi atingida pelos americanos e engolida em uma explosão.
Na sexta-feira, os americanos anunciaram que realizaram outro ataque a uma embarcação, mais uma vez, sem nenhuma prova, eles acusaram outros três homens, que foram mortos, de contrabando de drogas no leste do Pacífico.
Esses ataques mais recentes, o de sexta e no sábado, se somam aos quatro ataques na semana anterior, incluindo um ataque que aconteceu na terça-feira, que assassinou uma pessoa e deixou dois sobreviventes e outro na quarta-feira que matou dois homens.
Desde setembro do ano passado, o governo Trump, executou ataques contra embarcações sob o mesmo pretexto: de serem barcos do narcotráfico no Mar do Caribe e no leste do Pacífico, a operação denominada como ‘Operação Lança Sul’, que já matou mais de 200 pessoas, sem provas e sem um julgamento, os americanos continuam a fazerem sua campanha de carnificina.
Críticos e grupos de direitos humanos como Human Rights Watch e a Anistia Internacional, classificaram os ataques como “assassinatos extrajudiciais ilegais”. Norte-americanos do Partido Democrata e militares aposentados apontaram que o governo Trump e os militares americanos não apresentaram nenhuma prova de que os barcos estavam carregando drogas.
Trata-se, na verdade, de ações de terrorismo de Estado para tirar a soberania de países latino-americanos como a Venezuela e Colômbia.











