“Famiglia mafiosa Bolsonaro” instiga “ato de guerra dos EUA contra o Brasil”, denuncia Orlando

Deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) (Foto: Bruno Spada - Câmara do Deputados)

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que o ato de Donald Trump para declarar o PCC e o CV como organizações terroristas autoriza “ataques físicos” e “atos de guerra” contra o Brasil.

“Gravíssimo! Contrariando os mais básicos pressupostos do Direito [Internacional], os Estados Unidos acabam de classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas”, comentou em suas redes sociais.

“O que isso significa? Uma ameaça gravíssima à soberania nacional! A lei norte-americana autoriza ataques físicos, logo, atos de guerra, contra o território de países em que tais organizações atuam, de acordo com os ditames dos EUA”, acrescentou.

Orlando apontou que “foi essa legislação absurda que ‘autorizou’ o bandido Donald Trump a assassinar pessoas na Venezuela e na Colômbia, sequestrar Maduro e abrir guerra contra o Irã, sem sequer pedir autorização ao Congresso”.

Essa medida foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos depois da viagem de Flávio Bolsonaro ao país, tentando criar novos fatos para abafar o escândalo dos R$ 134 milhões que recebeu do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

“A famiglia mafiosa Bolsonaro, com o corrupto Flávio e o traidor Eduardo à frente, será responsável direto por qualquer ato de guerra dos EUA contra o Brasil”, completou Orlando.

“Uma questão. Se o crime organizado agora é terrorismo e se a Refit e o Vorcaro são investigados por, entre outros crimes, terem conexões com a lavagem de dinheiro dessas organizações, então o Claudio Castro e o Flávio Irmãozão BolsoMaster já podem ser chamados de TERRORISTAS?”, ironizou o deputado.

O governo do presidente Lula divulgou uma nota dizendo que o “Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente” contra o PCC e o CV, assim como contra as demais organizações criminosas.

“A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, acrescenta o documento.

Para Lula, “é deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”.

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