Ucrânia ataca a usina nuclear de Zaporizhia, a maior da Europa

“O primeiro ataque deliberado contra uma usina nuclear”, diz a estatal russa Rosatom (divulgação)

A empresa estatal russa Rosatom denunciou neste sábado (30) que um drone ucraniano colidiu com o prédio da sala de máquinas do sexto bloco da usina nuclear de Zaporizhia, a maior da Europa, em um incidente que classificou como “o primeiro ataque deliberado contra equipamentos principais de uma usina nuclear” na história mundial.

Segundo o diretor-geral da Rosatom, Alexey Likhachov, o impacto provocou uma explosão que abriu um buraco na parede da sala de máquinas, embora os equipamentos principais não tenham sofrido danos. O funcionário afirmou que o drone era controlado por fibra óptica, o que descarta a possibilidade de um impacto acidental.

“Toda a comunidade internacional pode ser ‘parabenizada’, por assim dizer, já que este [ataque com drone ao prédio da turbina da usina nuclear de Zaporizhia] é o primeiro ataque direcionado a um equipamento central de uma usina nuclear, com uma explosão completa e danos ao prédio da turbina. As forças armadas ucranianas cruzam repetidamente não apenas as linhas vermelhas, mas também as linhas do bom senso. O que esperar a seguir? Um ataque direto à turbina? Ao salão do reator? Ao reator e aos sistemas de segurança?”, observou Likhachev em sua declaração.

CONSEQUÊNCIAS INTERNACIONAIS

Ele lembrou também que a empresa havia alertado repetidamente a comunidade internacional sobre os riscos à segurança da usina, mas afirmou que não houve uma resposta adequada. Ele destacou ainda que incidentes desse tipo poderiam ter consequências além da Rússia e da Ucrânia, no caso de uma emergência nuclear.

A central nuclear de Zaporizhia também confirmou que o impacto não causou feridos nem danos graves, acrescentando que “todos os sistemas da central estão funcionando normalmente” e que não foram registradas falhas nos processos. “Os níveis de radiação na central nuclear de Zaporizhia e na zona de monitoramento estão dentro dos limites normais e não excedem os padrões estabelecidos”, afirmaram.

A central nuclear de Zaporizhia, assim como a cidade vizinha de Energodar, são alvos frequentes das forças do regime de Kiev, que, apesar dos avisos de vários países, continuam a danificar as suas instalações. A Rússia considera não só a Ucrânia responsável por estas “provocações altamente perigosas”, mas também os países que a apoiam com armas, informações, fundos e treino militar.

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