O presidente Lula agradeceu, nesta sexta-feira (05), ao bispo Estevan Hernandes, pelo acolhimento dado a Jorge Messias, Advogado Geral da União (AGU), e disse, através de um telefonema, que não foi à Marcha para Jesus para não ‘passar ideia de que quer tirar proveito político’ da fé.
“Eu vou lhe contar porque eu não vou. Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, disse o presidente, numa referência indireta à manipulação da fé alheia por parte de políticos bolsonaristas.
O ato já faz parte da vida dos paulistanos e foi criada em setembro de 2009, por Lula. O presidente sancionou naquele ano a lei que criou o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Milhares de pessoas participaram da marcha nesta quinta-feira (04) em São Paulo. A marcha saiu da estação da Luz, no centro, em direção à Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Zona Norte, onde estão programados shows e momentos de oração ao longo do dia, além de discursos.
O telefonema de Lula ao pastor foi publicado nas redes sociais de Jorge Messias que disse ter ido ao evento como representante do presidente da República.
Flávio Bolsonaro (PL), bastante desgastado pelo envolvimento no escândalo do Banco Master e pela tentativa de entrega do PIX para Donald Trump, participou do evento. Também participaram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e o prefeito da capital, Ricardo Nunes.
Envolvido com facções criminosas e pego em flagrante desviando dinheiro público através de um banqueiro ladrão, Flávio mentiu aos fieis, dizendo que ele é do bem e combate o mal. “Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual, e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal, que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano.” O governo realmente está incomodando Flávio com as frequentes operações da Polícia Federal contra o crime organizado.











