AtlasIntel rebate as alegações do ministro e presidente do TSE
O ministro Nunes Marques, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou um pedido do PL e suspendeu a divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que mostrou a queda de Flávio Bolsonaro após terem sido vazados áudios de sua negociação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A pesquisa revelou que Flávio perdeu quase seis pontos percentuais nas intenções de voto no primeiro turno das eleições presidenciais.
O PL, partido da família Bolsonaro, alegou que houve direcionamento das perguntas no levantamento.
Nunes Marques, que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao TSE por indicação de Jair Bolsonaro, concordou com o PL e disse haver elementos de um “possível comprometimento da neutralidade metodológica do questionário”.
O instituto rebateu as alegações de Nunes Marques e do PL. Em nota, o Atlas afirmou que os áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro só foram mostrados ao eleitor após a conclusão da pesquisa.
“É importante ressaltar que a pesquisa foi realizada sem que o áudio objeto da controvérsia fosse reproduzido aos respondentes durante a aplicação do questionário”, afirma trecho da nota.
“Após o encerramento definitivo do questionário — sem qualquer possibilidade de retornar às perguntas anteriores ou alterar respostas já registradas — os participantes eram redirecionados para uma página completamente separada do questionário, onde eram convidados a registrar suas reações enquanto ouviam o áudio”, disse.
“Estamos tranquilos e confiantes de que a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”, diz em nota.
No dia 19 de maio de 2026, a AtlasIntel divulgou levantamento que mostrava Lula com com 48,9% das intenções de voto, ante 41,8% de Flávio. Em levantamento anterior feito pelo mesmo instituto, Lula e Flávio estavam tecnicamente empatados na simulação de segundo turno, com leve vantagem para Flávio Bolsonaro, que tinha 47,8%, enquanto Lula somava 47,5%.
O Instituto AtlasIntel fez perguntas com termos negativos sobre os fatos ligados a Daniel Vorcaro, que está preso e tenta uma delação premiada, e Flávio Bolsonaro, que pediu ao banqueiro R$ 134 milhões para produzir um filme.
O PL reclamou, por exemplo, da pergunta: “Na sua percepção, qual grupo político está mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master?”. Para 43,3%, os principais envolvidos são os aliados de Bolsonaro, enquanto para 32,8%, são os aliados de Lula.
Além disso, o partido de Flávio reclamou sobre a parte da pesquisa que levantou o nível de conhecimento da população brasileira sobre os áudios e mensagens enviados por Flávio a Vorcaro. A resposta de 95,6% dos entrevistados é de que ficou sabendo do caso.











