Cai mais uma mentira de Flávio. Filme de Bolsonaro drenou milhões em dinheiro público, aponta CGU

Flávio Bolsonaro mentiu sobre dinheiro público. Foto: Roque de Sá - Agência Senado

É o que mostra a Controladoria-Geral da União, a CGU. Milhões foram desviados pela ONG laranja que fazia contratos de fachada com órgãos públicos para financiar filme

A ONG Instituto Conhecer Brasil, ou ICB, de Karina Ferreira da Gama, que serviu de laranja para o deputado bolsonarista Mário Frias arrecadar recursos para o filme de Jair Bolsonaro desviou dinheiro público a rodo. É o que revela o site Intercept Brasil. Só do Sesi foram R$ 2,4 milhões, sem contar os mais de R$100 milhões da prefeitura de SP e os gordos recursos de aposentados do Rio e de outros estados que foram roubados por Daniel Vorcaro e repassados para seu pupilo Flavio.

Segundo auditorias da Controladoria-Geral da União, a CGU, a ONG superfaturou em R$ 2,4 milhões os serviços prestados pela ONG entre 2017 e 2018 para o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria, o CN-Sesi. O Sesi repassou cerca de R$ 11 milhões para a ONG bolsonarista.

Segundo a CGU houve uma sangria milionária e sistemática de dinheiro do Sesi. Apenas no Pará, o sobrepreço comprovado superou a marca de R$ 1,3 milhão, somando-se a outros R$ 880 mil desviados no Rio Grande do Norte. Os lucros tiveram uma aumento de 748% no Piauí. No Distrito Federal, dos R$ 350 mil recebidos pela ONG para a Fórmula Truck Kids, a verba transitou por uma entidade de fachada e apenas R$ 80 mil custearam o evento real, deixando um superfaturamento direto de R$ 270 mil pelo caminho em um único contrato.

Ao contrário da narrativa mentirosa de Flávio Bolsonaro, de que não houve dinheiro público desviado para o filme sobre Jair Bolsonaro, os valores drenados pelo esquema não são recursos privados. É dinheiro público. O Sesi, como integrante do Sistema S, é financiado por contribuições compulsórias pagas pelo setor industrial – verbas que possuem natureza de recurso público federal.

O Intercept Brasil destaca que é exatamente por gerir esse dinheiro que a entidade é submetida à fiscalização da Controladoria-Geral da União, a CGU, órgão responsável por auditar as contas anuais do conselho e que acabou descobrindo o rastro de superfaturamentos e notas frias deixado pelo ICB.

A ONG laranja de Mário Frias operava um CNPJ sem nenhum funcionário registrado, sem capital social e sem veículos, utilizado exclusivamente para assinar os contratos com o CN-Sesi e transferir 100% do dinheiro para uma rede de empresas também de fachada, do Distrito Federal.

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