O fundo Gold Style, que fez transações com a Entre Participações, empresa que transferiu dinheiro do Master para Flávio Bolsonaro, é o mesmo que recebeu valores do BK Bank, considerado “banco paralelo” do PCC
Quanto mais o cerco se fecha sobre as transações tenebrosas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro mais escândalos aparecem. Agora, uma reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (11) mostra vínculos de um fundo suspeito de ser uma lavanderia do PCC com a empresa Entre, que repassou dinheiro para Flávio e seu irmão, Eduardo Bolsonaro.
Segundo a reportagem, o fundo de investimento Gold Style fez transações com uma fintech apontada como “banco paralelo” da facção criminosa PCC e com a empresa responsável por repasses à produção de “Dark Horse”, filme propaganda sobre a trajetória do ex-presidente golpista Jair Bolsonaro (PL).
O Gold Style é administrado pela Reag Trust, envolvida nas operações do Banco Master para fraudar carteiras de crédito e inflar ativos, segundo investigações da Polícia Federal. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, e a Reag Trust, em janeiro.
Um dos relatórios de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) registra lançamentos de R$ 133,6 milhões da BK Bank (suspeito de ser um banco paralelo do PCC) para o Gold Style em 2023, e de outras transações entre o fundo e a mesma instituição financeira, em 2024 e 2025, no valor de R$ 12,9 milhões. A BK Bank é uma das principais investigadas na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do PCC no mercado financeiro.
Outro comunicado registra transações entre o fundo e a empresa Entre Investimentos e Participações, no valor de R$ 20 milhões. Houve repasses frequentes, conforme o relatório do Coaf. A Entre Investimentos e Participações foi usada por Daniel Vorcaro para enviar os R$ 61 milhões pedidos por Flávio Bolsonaro para, em tese, financiar o filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal quer investigar a rota do dinheiro dado pelo dono do Banco Master a Flávio Bolsonaro. Há suspeita de que parte do dinheiro foi usado para bancar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ele é investigado por conspirar contra os interesses do Brasil. Foi ele, por exemplo, que, junto com Flávio, esteve com Donald Trump pedindo tarifas contra o Brasil e oferecendo o PIX ao governo americano.
Trump é contra o PIX porque ele é um sistema de pagamento gratuito para o povo brasileiro e isso estaria, na visão do presidente americano, atrapalhando os lucros de cartões como Visa e Mastercard que cobram altas tarifas a obtêm superlucros extraídos da população brasileira. Calcula-se que os dois cartões sugam mais de R$ 10 bilhões por ano da população brasileira. Eduardo e Flávio ofereceram o PIX a Trump.











