Flávio ‘Rachadinha’ já defendia milícias e grupos de extermínio desde 2007

Flávio Bolsonaro e o matador profissional e chefe de milícia Adriano da Nóbrega (Foto: reprodução)

Em um discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em 2007 ele referiu-se às milícias como um “novo tipo de policiamento”. “A milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina”, argumentou

O senador Flávio Bolsonaro se desmoralizou recentemente ao ser flagrado pedindo dinheiro ao banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mas a sua ficha corrida é bem mais antiga. Reportagem de 2007 do Portal Terra mostra o então deputado estadual do Rio de Janeiro defendendo abertamente as milícias, que são grupos de assassinos que aterrorizam, extorquem e infernizam a vida da população fluminense.

“As classes mais altas pagam segurança particular, e o pobre, como faz para ter segurança? O Estado não tem capacidade para estar nas quase mil favelas do Rio. Dizem que as milícias cobram tarifas, mas eu conheço comunidades em que os trabalhadores fazem questão de pagar R$ 15 para não ter traficantes”, disse ele na ocasião.

Também em 2007, ele fez um discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) defendendo mais uma vez as “milícias”. Ele referiu-se às milícias como um “novo tipo de policiamento”. “(…) A milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos”, afirmou.

Exatamente por conta dessas ideias, Flávio Bolsonaro já havia homenageado, em 2005, o chefe da milícia de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. Ele entregou uma medalha a Adriano da Nóbrega, que era um ex-policial, ex-segurança de bicheiro, que se transformou num assassino profissional e criador do Escritório do Crime. Este “escritório” era uma central de assassinatos por encomendas das diversas milícias do Rio.

Foi este “escritório” que executou o assassinato a sangue frio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Flávio contratou a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega como funcionarias-fantasmas de seu gabinete na Alerj no esquema de rachadinha mantido criminosamente por ele. Mais adiante Adriano foi morto, numa operação típica de queima de arquivo, na Bahia.

Tanto ele como seu pai, o então deputado federal Jair Bolsonaro, eram defensores e apoiadores de grupos de extermínio. Enquanto Flávio entregava a medalha Tiradentes, maior honraria do Rio de janeiro, ao miliciano assassino que já cumpria pela morte de um flanelinha numa prisão da capital, Jair Bolsonaro discursava no plenário da Câmara dos Deputados defendendo o assassino.(veja o discurso aqui)

Um dos discursos de Bolsonaro defendendo os grupos de extermínio foi lembrado pelo jornalista Sérgio Rubens, em artigo para o HP em 2019 (leia abaixo). Segue aqui um trecho deste artigo: ‘A defesa Em 12 de agosto de 2003, o então deputado Jair Bolsonaro foi ao microfone do plenário da Câmara dos Deputados e discursou, dando os parabéns a grupos de extermínio que operavam na Bahia, afetuosamente chamados por ele de companheiros’.

Aqui o pronunciamento de Bolsonaro: “Quero dizer aos companheiros da Bahia — há pouco ouvi um parlamentar criticar os grupos de extermínio — que enquanto o país não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo. Se não houver espaço para ele na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, terão todo o meu apoio… Na Bahia, pelas informações que tenho — lógico que são grupos ilegais —, a marginalidade tem decrescido. Meus parabéns”!

Em suma, Flávio Bolsonaro já defende as milícias há muito tempo. Não só defende como apoia os assassinos, acoitando seus familiares e integrantes de quadrilhas em seu gabinete. A Polícia suspeita que esses contratos em seu gabinete serviam para lavar dinheiro da milícia. E, mais grave ainda, recentemente a sociedade tomou conhecimento das ligações de Flávio também com as facções criminosas, principalmente com o Comando Vermelho.

O “rei da rachadinha” indicou um cúmplice, Alessandro Pitombeira Carracena, preso por ligações com o CV, para cargo no governo Cláudio Castro. O secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, também aliado de Flávio, acabou preso por trabalhar para o Comando Vermelho. Acrescente-se a isso a prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, preferido de Flávio para suceder Cláudio Castro, também por envolvimento com o Comando Vermelho. Ou seja, além das milícias, o atual senador tem também ligações com o crime organizado.

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Uma resposta

  1. o clã bolsonaro tem raízes na milicia e no banditismo, o flávio(tariflávio vorcaro) é o mais chegado ás milicias. a Hora do Povo e a mídia em geral, devem escancarar a tampa desse esgoto dos bolsonaros, para que o eleitor os conheça melhor e extermine nas urnas com esses vermes e politicanalhas do crime organizado ,que estão infiltrados no Poder.

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