O bolsonarista Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, acionou a embaixada dos Estados Unidos para sua defesa em um caso no qual atacou com mentiras o PT, partido do presidente Lula.
Sóstenes reclamou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada das redes sociais de um vídeo no qual o deputado diz, sem nenhuma prova, que o PT recebe dinheiro de facções criminosas, como o PCC e o CV.
O bolsonarista disse que vai acionar os Estados Unidos.
“Como não fiz uma afirmação, mas falei que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita”, falou.
Toda a sua defesa está na tentativa de esconder a fake news que divulgou contra o PT sob uma “suspeita” que nenhuma autoridade dos EUA alguma vez alegou existir.
No vídeo, Sóstenes afirmou que nos EUA havia “grandes suspeitas” de que as facções criminosas financiam campanhas do PT. A mentira é tão deslavada que um ministro do Supremo que foi indicado por Jair Bolsonaro determinou a derrubada da publicação.
Sóstenes Cavalcante foi alvo, junto com o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), de uma investigação na PF por desvio de dinheiro público por meio de cotas parlamentares.
A investigação aponta que eles usaram contratos de fachada com uma empresa de locação de veículos. Em uma operação de busca, a PF encontrou R$ 469 mil escondidos no apê do líder do PL, dentro de um saco preto de lixo. Ele alegou que foi fruto da venda de um terreno. Na verdade, uma explicação cheia de furos.











