O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou seu afastamento da liderança do governo no Senado, na tarde desta quarta-feira (24).
O anúncio se deu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, também nesta quarta-feira, em conversa que durou cerca de duas horas.
“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu Wagner nas redes sociais.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, continuou.
O senador foi alvo de busca e apreensão da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner é um “suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”.
A PF apontou que o senador é ligado ao banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição financeira que também foi liquidada pelo Banco Central (BC).
De acordo com a investigação, o senador da Bahia teria recebido pagamentos e benefícios em troca de apoio por medidas no Congresso que ajudariam o Banco Master, como a chamada “Emenda Master”.
Apura-se também a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses que somam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar. Ele nega ter cometido irregularidades.











