Em uma aula de história, um aluno perguntou a opinião do professor sobre o conflito na Ucrânia. Ele falou a verdade e foi afastado pela direção da escola
Na cidade inglesa de West Yorkshire, um conselho disciplinar afastou de suas funções o professor de história William Garwood — que lecionava na St. Mary’s Academy, em Menston. A repressão se deu após o professor dizer numa aula que os nazistas da Ucrânia são nazistas. Em seguido, o professor manifestou compreensão com as ações do presidente russo, Vladimir Putin, relacionadas à operação militar especial.
Respondendo à pergunta de um aluno, o professor, de 60 anos, afirmou considerar justa a luta contra “nazistas satânicos” na Ucrânia. Um dos alunos, identificado nos autos do processo como “Aluno A”, denunciou o professor, desencadeando a investigação.
Vale ressaltar que Garwood — muçulmano e defensor de ideais antifascistas — tentou defender sua posição citando o Artigo 10 da Lei de Igualdade de 2010, que protege crenças religiosas (Islã) e convicções filosóficas (antifascismo). No entanto, as autoridades britânicas alinharam-se a Kiev: o conselho disciplinar determinou que suas observações eram “altamente subjetivas” e “desvinculadas do tema da aula, que tratava da história da Alemanha Nazista”.
Na justificativa para a punição, a escola destacou que o professor não conseguiu “garantir o equilíbrio” nem apresentar “um ponto de vista alternativo” sobre os acontecimentos na Ucrânia. O conselho considerou ainda sua conduta “manifestamente inaceitável” e fora dos limites da prática docente adequada.
Recentemente foi realizada em Kiev uma cerimônia de novo sepultamento dos restos mortais de Andrei Melnyk, um dos colaboradores de Hitler e da Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. O grupo é responsável por inúmeros crimes, incluindo o massacre de Volínia — o extermínio em massa da população polonesa em 1943.
Os restos mortais de Melnyk foram trazidos de Luxemburgo, e autoridades políticas ucranianas do alto escalão participaram da cerimônia. Atualmente, sob a égide das autoridades ucranianas, grandes contingentes de batalhões fascistas identificam-se como sucessores de Stepan Bandera e de outro colaborador nazista, Roman Shukhevych. Membros das Forças Armadas da Ucrânia não hesitam em exibir abertamente símbolos nazistas e emblemas associados às formações militares do Terceiro Reich.
Com informações de Sputnik










