O ex-ministro da Previdência, José Carlos Oliveira, o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e mais 46 pessoas foram indiciadas por fraudes nas aposentadorias
O ex-ministro da Previdência no governo de Jair Bolsonaro, José Carlos Oliveira, foi indiciado, nesta terça-feira (14), pela Polícia Federal, por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro na investigação sobre descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).
Segundo a PF, José Carlos Oliveira recebeu ao menos R$ 550 mil de propina para não fazer nada contra as entidades que efetuaram os descontos indevidos.
Além disso, de acordo com a PF, ele assinou despachos que liberaram R$ 15,3 milhões em descontos indevidos para a Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).
Os valores da propina, ainda segundo a investigação, foram repassados para Oliveira por Cícero Marcelino, apontado como operador da Conafer, que tambémestá entre os indiciados.
Oliveira se converteu ao islamismo e adotou o nome Ahmed Mohamad.
Ao todo foram indiciadas 48 pessoas, entre elas o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o operador do esquema Antonio Carlos Camilo Antunes, o Carec,a do INSS, o deputado federal bolsonarista Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e integrantes da Conafer.
A investigação começou em 2023 na Controladoria-Geral da União (CGU), no âmbito administrativo. Em 2024, após a CGU encontrar indícios de crimes, a PF foi acionada. Os descontos indevidos nas pensões e aposentadorias pagas pelo INSS podem chegar a R$ 6,3 bilhões, de acordo com a investigação.
Os indiciamentos são os primeiros das investigações abertas pela PF para apurar os descontos ilegais de aposentados e pensionistas e guardam relação apenas com a Conafer.










