“O que nós estamos discutindo aqui é o término de uma tragédia nacional: são 1.500 mulheres morrendo por ano, quatro mulheres por dia”, destacou deputada federal
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que a Câmara precisa ouvir a “imensa demanda social” e colocar em votação o projeto de lei de criminalização da misoginia para impedir que continuem morrendo 1.500 mulheres por ano.
A líder do PCdoB defendeu que o projeto seja pautado antes do recesso parlamentar, que ocorrerá entre os dias 18 e 31 de julho.
“Aqui na Câmara, a nossa pauta principal é, depois de ter votado a urgência do projeto, a criminalização da misoginia”, falou.
“Essa é uma pauta fundamental para a sociedade brasileira, porque nós vamos combater o feminicídio. Ninguém pode morrer por quem comete crime”, completou.
Jandira disse que outros parlamentares bolsonaristas sobem na tribuna com “mentiras, hipocrisias e falsidades” contra o projeto.
“Mulheres e homens [bolsonaristas] se expressam contra a verdade, contra o que é de fato o conteúdo desse texto. O que nós estamos discutindo aqui é o término de uma tragédia nacional: são 1.500 mulheres morrendo por ano, quatro mulheres por dia”, destacou.
“Será que isso não consegue sensibilizar mulheres da extrema-direita que vêm aqui falar em nome da família? Será que não consegue sensibilizar os homens da extrema-direita que vêm aqui falar em nome da liberdade de expressão? Esse projeto em nada cerceia a liberdade de expressão nem a liberdade de culto”, explicou.
“Nós somos defensores intransigentes da liberdade de fé. Os comunistas colocaram a liberdade de culto na Constituição de 1946, que está aí até hoje”, continuou.
“Nós estamos querendo enfrentar o crime, que é o ódio, a aversão, o ciúme, a violência contra a mulher e o feminicídio. É disso que se trata. Isso é crime em qualquer lugar: nas redes digitais, na minha casa, na casa de quem quer que seja, no meio da rua, em qualquer ambiente que incite a violência contra a mulher”, acrescentou a parlamentar.
“Quem incita crime contra as mulheres está cometendo misoginia. As mulheres morrem por serem mulheres. É crime ser mulher nesse país? É crime ser mulher em qualquer lugar? Nós temos que garantir que esse projeto venha para a pauta, que ele seja cumprida a urgência, a sua prioridade, porque nós estamos aqui em defesa da vida das meninas e das mulheres”, assinalou.
Jandira Feghali ainda criticou o Senado Federal por ter paralisado a tramitação da PEC do fim da escala 6×1. “No Senado, a pauta pelo fim da escala seis por um está absolutamente paralisada. Isso não é aceitável para o povo brasileiro. Depois de uma votação absolutamente massiva, em acordo dentro da Câmara dos Deputados, nós estamos gritando ‘aprova, Senado!’, porque essa é uma demanda da sociedade brasileira”, disse.










