IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, marcou alta de 1,4% em doze meses
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), do mês de maio, teve uma pequena variação de 0,1% sobre as atividades de abril. Com relação ao mesmo mês de maio de 2025 o índice indicou um crescimento de 0,8%. O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto, divulgado oficialmente pelo Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nos doze meses encerrado em maio, o indicador marcou avanço de 1,4%. Mostrou também um enfraquecimento em relação à taxa de crescimento de 0,4% de abril, em dado revisado pelo BC, depois de ter informado anteriormente ganho de 0,5%.
No acumulado do ano até maio, o IBC-Br foi de 1,24%, uma queda em relação ao mesmo período do ano passado de 3,36%. A forte desaceleração captada pelo indicador no período é basicamente resultado da política de juros altos do Banco Central (BC) e sua influência encarecendo o crédito e o custo de capital de toda economia.
A Selic, taxa básica da economia, sendo sua referência, teve uma trajetória de aumentos de agosto de 2024 a junho de 2025. No período, o juro base aumentou de 10,5% para 15% ao ano. Até março, manteve-se nos 15%. As duas recentes reduções foram uma maquilagem e a taxa está agora em 14,25%%.
Na prática, o dinheiro fica mais caro para circular na economia real, gerando um efeito cascata que desacelera o produto interno expresso por índices, como o IBC-Br.
Considerando os setores da economia, os dados do BC indicam que em maio a agropecuária pressionou a economia ao registrar queda de 1,0% sobre abril. A indústria e os serviços tiveram altas modestas, de 0,4% e 0,1%, respectivamente.
Com as taxas médias de crédito produtivo para empresas atingindo patamares inviáveis de cerca de 21% ao ano, a indústria nacional enfrenta dificuldades estruturais, conforme Informe Conjuntural da Confederação Nacional da Indústria do primeiro trimestre deste ano.
O BC não encobre seu propósito de desacelerar o ritmo da economia, a pretexto de conter a inflação no país. Avalia que isso é um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de 3%)”.
No entanto, abdica de outro objetivo que está definido como pilar para sua existência, que é fomentar o desenvolvimento econômico e o pleno emprego, impossíveis de serem alcançados com juros nos atuais níveis, como já enfatizamos, derrubando o crédito e encarecendo o custo de capital.
O IBC-Br reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. É divulgado mensalmente, permitindo uma leitura mais ágil da evolução econômica do país.











