“Governo brasileiro não vacilará no dever de defender nossa soberania”, afirma Lula

“Vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha contando mentira”, comentou (Foto: Reprodução - X)

“Ninguém vai fazer a gente mudar o PIX. É público, é de graça e vai continuar assim”, disse o presidente

O presidente Lula afirmou que o governo brasileiro “não vacilará no dever de defender e preservar nossa soberania”.

O governo brasileiro está enfrentando os ataques dos Estados Unidos, que, por meio da imposição de tarifas de 25% sobre os produtos brasileiros, fazem chantagem pelo fim do PIX.

Lula assegurou que “ninguém vai fazer a gente mudar o PIX. É público, é de graça e vai continuar assim”.

Para o presidente, “proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”. As declarações foram feitas pelas redes sociais.

Em um evento ocorrido nesta sexta (17), Lula disse que só iria comentar sobre o tema depois que Trump falasse. “Nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha contando mentira”, comentou.

O governo de Donald Trump anunciou na quarta-feira (15) novas tarifas de 25% sobre os produtos brasileiros, alegando que os EUA são prejudicados no comércio com o Brasil.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, atacou Lula e disse que ele “colocou seu ego” à frente de outras coisas para não negociar. O Itamaraty já desmentiu e disse que o Brasil participou de pelo menos 30 reuniões de negociação em diferentes níveis com os EUA.

O vice-presidente da República e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, apontou que a decisão dos EUA de impor de forma unilateral as tarifas contra o Brasil é “injusta e descabida”.

“Os argumentos partem de uma base totalmente falsa, não têm justificativa. Os argumentos levantados na Seção 301 partem de bases falsas sobre PIX e desmatamento. Mesmo com o PIX, o cartão de crédito cresceu no Brasil”, descreveu.

Alckmin declarou que “o Brasil está sempre aberto ao diálogo” e que o governo federal poderá acionar a Lei da Reciprocidade Econômica como resposta ao tarifaço dos Estados Unidos.

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