Flávio quer acabar com o PIX e ajudar Trump, denuncia Simone Tebet

Ex-ministra do Planejamento e pré-candidata ao Senado em São Paulo (Foto: Reprodução - Instagram)

“Fica aqui, além da minha indignação, a minha tristeza de ver políticos fazendo politicagem à custa do emprego, da renda e da inflação do povo brasileiro”, afirmou a ex-ministra do Planejamento

A ex-ministra Simone Tebet (PSB) afirmou que Flávio Bolsonaro colocou os interesses de sua família e seus interesses eleitorais “à frente do interesse das famílias de todos os brasileiros” ao pedir para Donald Trump as tarifas contra produtos brasileiros.

“Eles [os bolsonaristas] queriam negociar o PIX para não tarifar. Eles queriam negociar o nosso etanol. Sabe o etanol que é produzido aqui, no interior, aqui mesmo em Jales e no interior de São Paulo, no interior do Brasil? O governo do Brasil disse não”, apontou Tebet.

“A soberania não se empresta, não se vende. A soberania é nossa, do povo brasileiro. Por isso fica aqui, além da minha indignação, a minha tristeza de ver políticos fazendo politicagem à custa do emprego, da renda e da inflação do povo brasileiro”, continuou a ex-ministra.

Tebet foi senadora e ministra do Planejamento de Lula. Ela é pré-candidata ao Senado Federal por São Paulo na chapa que apoia o presidente Lula, tendo Haddad como candidato a governador.

Em suas redes sociais, a senadora disse ter ficado “indignada” ao ver que Flávio Bolsonaro, que é senador e quer ser presidente da República, “colocar os interesses da própria família, os interesses eleitorais próprios à frente do interesse das famílias de todos os brasileiros”.

“Como se fosse assim: ‘Como eu não sou o governo, eu quero que tudo dê ruim para o país’”, criticou.

“Eu quero ver agora o pré-candidato vir a público dizer que não esteve lá nos Estados Unidos negociando esse tarifaço”, desafiou.

Simone elogiou a postura do governo Lula, que “soube defender os interesses do Brasil. Soube defender o nosso Pix, soube defender o nosso setor produtivo, soube defender os nossos produtos”.

A pré-candidata ao Senado disse que o governo brasileiro deve buscar colocar o máximo possível de setores da economia para fora das sanções “para garantir que nenhum setor produtivo do Brasil sofra, nenhum emprego seja perdido e que a renda do povo brasileiro continue melhorando”.

“Se nós não defendermos a nossa soberania, os nossos interesses contra os interesses de países estrangeiros, quem paga a conta é você, sou eu, é o país inteiro. A nossa bandeira não é estrangeira. A nossa bandeira é verde e amarela”, completou.

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