A China entregou 5.000 sistemas fotovoltaicos a Cuba, marcando a segunda doação de equipamentos solares para apoiar a transição energética e serviços essenciais, somando 10.000 painéis com o envio anterior. A ajuda visa fortalecer a infraestrutura elétrica cubana, que enfrenta uma grave crise agravada por sanções econômicas, afetando hospitais e residências rurais.
A entrega atenderá centros de saúde e emergências médicas, creches, orfanatos, agências bancárias e outras entidades nos 169 municípios do país, segundo o jornal Granma.
A cerimônia oficial de transferência ocorreu no Ministério do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, com a presença do chefe da pasta e vice-primeiro-ministro, Oscar Pérez-Oliva Fraga, e do embaixador chinês em Cuba, Hua Xin, entre outras autoridades.
Durante a cerimônia, Hua Xin observou que o equipamento é um presente do povo chinês para ajudar concretamente a melhorar o bem-estar da população e impulsionar a transição energética.
O embaixador também destacou que a ajuda é um resultado prático da cooperação bilateral no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota e uma homenagem ao líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro (1926-2016), que deu “contribuições imortais” para a amizade entre os dois países.
“A China continuará a apoiar Cuba em seu caminho rumo à soberania energética e trabalhará em conjunto para construir uma comunidade China-Cuba mais estreita, com um futuro compartilhado”, disse Hua Xin.
Por sua vez, Pérez-Oliva Fraga observou que a doação chega à ilha em meio a um cenário complexo para o sistema nacional de energia elétrica, que sofre os efeitos do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos.
A nação caribenha enfrenta um cerco criminoso ditado por Trump à entrada de petróleo no país e está atravessando sua pior crise energética desde a década de 1990, com cortes de energia que duram entre 20 e 30 horas na capital, seis apagões em todo o país até agora em 2026 e uma capacidade de geração de eletricidade que cobre menos de 30% da demanda nacional.
Com informações da agência Xinhua











