O palanque desabou. Preferido para o governo, Rodrigo Bacelar, foi em cana por ligações com o CV. Castro, que seria senador, foi cassado por corrupção. Não sobrou ninguém
O preferido do candidato fascista para disputar o governo do estado era Rodrigo Bacelar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ele montaria o palanque principal para a disputa presidencial no estado. Não deu nada certo.
Rodrigo Bacelar foi preso por ligações com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Além de preso, ele foi cassado e perdeu os direitos políticos. O plano era fortalecer a presença da facção criminosa no Rio como base para implantar a facção no poder central, em Brasília.
O ex-deputado foi preso pela segunda vez em março deste ano em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, pela Polícia Federal, em um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na Operação Unha e Carne.
Ele já tinha sido preso em dezembro, pela mesma Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que apurava supostos vazamentos de dados de uma operação contra o Comando Vermelho. Ele foi solto dias depois, com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Depois ele voltou para o regime fechado.
O candidato ao Senado apoiado por Flávio Rachadinha no Rio era o ex-governador Cláudio Castro. Ele, junto com Flávio desviaram dinheiro público para o banqueiro ladrão Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Este plano também não deu certo porque Castro foi afastado do governo por ordem judicial e renunciou ao cargo em 23 de março de 2026.
A saída ocorreu na véspera de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por oito anos por corrupção e abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Ele segue sendo investigado também no âmbito da segunda fase da Operação Sem Refino. A ação investiga o envolvimento de Castro em um esquema criminoso de lavagem de dinheiro através da refinaria Refit.
A Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) é investigada também pela Polícia Federal por suspeita de lavar dinheiro para o Comando Vermelho (CV) e para o Primeiro Comando da Capital (PCC). As apurações apontam ligações do esquema com fraudes fiscais, sonegação bilionária e conexões políticas no Rio de Janeiro.
Com o afastamento de Cláudio Castro e a prisão de Rodrigo Bacelar, Flávio tentou emplacar o governo interino do estado numa eleição indireta recheada de irregularidades.
Depois da saída de Cláudio Castro quem assumiria seria o vice-governador, Thiago Pampolha. No entanto, ele havia deixado o cargo para assumir uma vaga no TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do RJ). Nesse cenário, a renúncia e cassação de Castro configurou uma situação de dupla vacância na chefia do Executivo.
O plano bolsonarista visava garantir a eleição indireta de Douglas Ruas (PL) pela Assembleia Legislativa (Alerj), órgão que o elegeu para presidente da casa, para um mandato-tampão após a saída de Cláudio Castro. O objetivo era empalmar o governo e dar visibilidade e máquina administrativa ao aliado do senador Flávio Bolsonaro para fortalecer o palanque da extrema-direita no estado.
Este plano também fracassou. A Justiça barrou a manobra parlamentar e impediu a posse de Douglas Ruas. Quem acabou assumindo interinamente o comando do Palácio Guanabara é o presidente do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), desembargador Ricardo Couto.
Com tudo isso, o palanque de Flávio no Rio ruiu. O plano de fortalecer a participação de milicianos e integrantes de facções no estado como trampolim para expandir o crime para Brasília foi desarticulado. Os secretários de estado que Flávio indicou para o governo de Castro, também foram presos.
Flávio indicou dois secretários para o governo de Castro. Foram eles, o Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena. Este “cidadão” também foi preso durante a Operação Anomalia, da Polícia Federal, por trabalhar para o Comando Vermelho. E o outro foi o secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca. Este, também acabou atrás das grades por ligações também com a facção criminosa do Rio de Janeiro.
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