Quando ele foi flagrado pedindo o dinheiro, ele disse que em no máximo um mês ele mostraria o contrato. Até agora, nada
Em maio deste ano foram divulgadas conversas estarrecedoras entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e candidato à Presidência, e Daniel Vorcaro. E o candidato fascista tinha jurado de pés junto que nunca tinha conversado com o dono do Banco Master. Foi pego na mentira.
Num primeiro momento, ele negou a existência do áudio obtido pelo Intercept Brasil, onde ele aparece declarando apoio ao banqueiro ladrão, que ele chamou de irmão, e pedindo a ele R$ 134 milhões para um filme de propaganda bolsonarista.
Com a divulgação do áudio, ele foi obrigado a admitir que era ele mesmo pedindo o dinheiro a Vorcaro. No áudio, Flavio diz: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”. Ao fim, foram repassados R$ 61 milhões.
Pressionado pela opinião pública, Flávio prometeu que no máximo em 30 dias apresentaria uma prestação de contas do dinheiro e tornaria público o contrato do filme Dark Horse, sobre seu pai. Já se passaram quatro meses e o farsante não explicou nada ainda sobre a transferência milionária do banqueiro que está preso por ter dado um golpe de R$ 60 bilhões no país.
Como, até o momento, tal documento não foi apresentado, a Folha questionou o candidato sobre o assunto em editorial na segunda-feira (24). Flávio finge não ver a gravidade do caso. “Vocês vão parar no tempo? (…) Vocês querem insistir com relação de fundo privado, que não tem contrapartida pública de nada?”, questionou.
Por óbvio, o problema é o tal fundo privado fazer parte de uma rede que operou a maior fraude financeira do país, gerando um custo à sociedade estimado em ao menos R$ 60 bilhões, disse o editorial da Folha. Esse dinheiro foi desviado de servidores públicos, aposentados e do Banco Regional de Brasília. Isso desmente Flávio que disse não haver dinheiro público envolvido na falcatrua dele com Vorcaro.
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