O renomado cantor e compositor cubano se contrapõe ao renegado Marco Rubio, filho de imigrantes e atualmente secretário de Donald Trump, que contribui para uma campanha de asfixia contra a Pérola do Caribe
Em breve e contundente pronunciamento, o cantor e compositor cubano Silvio Rodríguez, expoente da Nova Trova – movimento musical surgido na Pérola do Caribe no final dos anos 60, ao lado de Pablo Milanés, Noel Nicola e Vicente Feliú –, eleva a voz contra Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos.
Filho de imigrantes cubanos, Marco Rubio tem sido o braço direito de Donald Trump para asfixiar seu próprio povo, “cuspindo na mesa dos ancestrais”, como denuncia o compositor de centenas de canções que continuam empolgando a América Latina como Ojalá, Te doy uma canción, La Maza e Pequeña serenata diurna.
Sem rodeios, Silvio Rodríguez – que recentemente recebeu o seu fuzil para proteger sua pátria diante da ameaça de invasão do imperialismo -, recorda que enquanto Rubio se esvai “no esquecimento dos apátridas, a dignidade de Cuba permanecerá intacta, erguida e desafiadora diante do furacão”.
Marco Rubio, sentença poética para um traidor
Silvio Rodríguez
Teu nome, Marco Rubio, ressoa no pátio da história como o eco vergonhoso de quem vendeu o próprio berço por um assento no poder. Cada lei que impulsiona, cada bloqueio que aplaude, não é política externa: é um torniquete apertado lentamente no pescoço do teu próprio sangue.
A fome que semeia à distância, a asfixia econômica que celebra em gabinetes de Miami, inscrevem-se com tinta invisível no dossiê de um genocídio silencioso que a humanidade não esquecerá. Acredita que o poder te blinda, mas o poder que ostenta é um castelo de cartas erguido sobre a dor alheia; um brilho fugaz na tela do império que, amanhã mesmo, quando o vento mudar de direção, o varrerá sem piedade.
A conta não chegará em dólares nem em votos, mas na moeda implacável da justiça histórica. Teu pedestal racha a cada passo que você dá, pois os genocidas jamais encontram solo firme onde repousar.
Enquanto te agarra a uma agenda que fede a cadáver de povo, o coração de Cuba pulsa com uma força que teus olhos cheios de rancor não podem ver. Logo, muito em breve, o silêncio oficial se romperá e tua voz de comparsa ficará enterrada sob o peso das tuas próprias mentiras. Tua posição de poder se dissipará como a névoa ao amanhecer, e nem os padrinhos políticos poderão salvar do desprezo quem cuspiu sobre a mesa de teus ancestrais.
Mas, ai de você, Marco Rubio! Enquanto te desvanece no esquecimento dos apátridas, a dignidade de Cuba permanecerá intacta, erguida e desafiadora diante do furacão. Essa dignidade não é comprada por seus lobbies, não é dobrada por seus bloqueios nem manchada por seus discursos. Ela arde em cada jovem que sonha sem a sua permissão, floresce em cada mãe que alimenta seus filhos com a coragem que tu não tem e resplandece nos pés descalços que caminham firmes rumo ao futuro.
A Pátria não se negocia nem se vende e, embora seu tempo no palco político se esgote entre aplausos artificiais, a estrela solitária brilhará eternamente sobre o peito de um povo que nem o genocídio nem a traição jamais conseguirão dobrar.
Que a história o julgue, que o tempo o condene e que a luz de Cuba o ofusque a ponto de cegar tua ambição efêmera!










