EUA bombardeia festa de casamento no Irã, mata criança e deixa 50 feridos

Em Sirik, bombas de Trump mataram quatro civis, inclusive uma criança. (ReproduçãoX@Ebrahimaziz33)

O regime de terror Trump voltou a atacar o sul do Irã na noite de terça-feira (1º), no dia seguinte da renúncia do secretário do exército americano, Dan Driscoll, e em meio a informações de que altos mandos militares alertaram que a guerra no Irã é “insustentável” e que as forças americanas estão “sobre-estendidas”.

Em Sirik, os americanos bombardearam um casamento, matando pelo menos quatro pessoas, incluindo uma criança, e ferindo mais de 50, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano. Ataques também atingiram Bandar Abbas, Konarak, Chabahar, Jask, Lavan, Asluyeh e Ahvaz, segundo a mídia iraniana.

“Os agressores serão severamente punidos”, anunciou o Brigadeiro-General Hossein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). O revide já começou e, segundo relato do correspondente da Al Jazeera, mísseis foram vistos cruzando o céu de Daara, na Síria, presumivelmente a caminho das bases dos EUA na Jordânia.

“Os bravos guerreiros do IRGC começaram uma resposta aos agressores e, na primeira ação, usando o novo sistema de defesa aeroespacial, derrubaram o 50º drone avançado MQ9 do exército americano invasor”, acrescentou comunicado iraniano.

Tais ataques só fazem “fortalecer a determinação dos combatentes iranianos em suprimir as forças estrangeiras que interferem no Estreito de Ormuz”.

Segundo relatos, as forças armadas dos EUA atacaram uma fábrica de farinha de peixe na ilha de Qeshm, bem como vários alvos civis na província de Hormozgan, entre eles um cais de pesca e uma torre da administração portuária. Também o aeroporto civil de Yiroft, em Kerman.

Na madrugada de domingo para segunda, a aviação americana havia atacado a ilha de Larak, matando duas pessoas e ferindo outras duas, depois de um mês de pausa. No revide, os iranianos atacaram as bases de Al-Azraq e Rei Hussein na Jordânia e a base Al Minhad nos Emirados, tendo destruído hangares de aviões e outras instalações, como mostraram fotos de satélite.

Em Bishkek, capital do Quirguistão, os países membros da Organização de Cooperação de Xangai, em declaração conjunta, condenaram a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e alertaram que tais ações representam uma séria ameaça à paz internacional.

O Irã é membro pleno, ao lado da China, Rússia, Índia, Paquistão, Bielorrússia, Casaquistão e outras três repúblicas ex-soviéticas da Ásia Central e se fez representar pelo presidente Masoud Pezeshkian. Na cúpula, o presidente Xi Jinping afirmou que a multipolaridade é uma tendência irreversível e chamou à construção conjunta de um mundo multipolar igualitário e ordenado.

A declaração da OCX reafirma sua “posição de condenação aos ataques militares contra o território da República Islâmica do Irã, que causaram inúmeras vítimas civis e sérios danos à economia do país”.

“Tais ações violam os princípios e normas do direito internacional e a Carta das Nações Unidas e criam sérios riscos à paz, segurança e estabilidade internacionais”, afirmou o documento na terça-feira.

Os membros da OCS também reafirmaram seu apoio à soberania e integridade territorial do Irã e defenderam a resolução do conflito exclusivamente por meios políticos e diplomáticos.

Eles também declararam em sua declaração que se opõem a qualquer “medida coercitiva unilateral” que contrarie as regras das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC) e que possa ter um “impacto negativo na economia global” – ou seja, disseram “não” às exigências do secretário do Tesouro Scott Bessent e sua Operação Pária Econômico de asfixia de Teerã.

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