Correios mantêm proposta com reajuste abaixo da inflação e audiência termina sem acordo no TST

Elias Diviza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo. Foto: Sintect-SP

A primeira audiência de conciliação entre os Correios e os representantes dos trabalhadores terminou sem acordo na terça-feira (1º), no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na reunião, a empresa manteve a proposta já rejeitada em assembleia pela categoria. Uma nova rodada foi marcada para quinta-feira (3), às 8h.

Entre as propostas recusadas pelos trabalhadores está a que prevê reajuste de 0,87% nos salários, índice que corresponde a apenas 20% do INPC acumulado no período, de 4,85%. Nas assembleias realizadas em 25 de agosto, os funcionários também aprovaram indicativo de greve nacional para 10 de setembro, caso não haja avanço nas negociações.

Além do reajuste, os trabalhadores criticam mudanças propostas pela empresa em benefícios. Entre elas estão alterações no plano de saúde e a retirada do adicional de férias de 70%. A categoria também aponta problemas nas condições de trabalho, como falta de funcionários e sobrecarga nas unidades, e critica o processo de reestruturação dos Correios, que inclui fechamento de agências e outras medidas.

“Os representantes da FINDECT [Federação Interestadual dos Trabalhadores dos Correios] voltarão à mesa de negociação para tentar construir um acordo, mas cobram dos Correios uma proposta que respeite as reivindicações dos trabalhadores e possa ser levada à avaliação da categoria”, afirma a entidade.

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