Ele desrespeitou o regimento da corte para desviar o foco dos R$ 65 milhões recebidos por Flávio e tentar envolver Alexandre de Moraes no escândalo Master
O que o Brasil inteiro se pergunta é por que até agora André Mendonça não abriu investigação sobre a transferência de R$ 65 milhões roubados pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para Flávio Bolsonaro. O banqueiro deu golpe na praça que é considerado a maior fraude bancária da história do Brasil e repassou uma fortuna para o senador e candidato fascista.
Ao invés de investigar essa transação criminosa, Mendonça atropelou todas as normas do Supremo Tribunal Federal (STF) para atacar seu colega, Alexandre de Moraes, para tingir a figura de Andrei Rodrigues, chefe da Polícia Federal e tentar desmoralizar Paulo Gonet, Procurador-Geral da República. Ele insinuou que esses personagens teriam ligações ilícitas com Daniel Vorcaro. Sobre Flávio, nenhuma palavra.
O estranho é que as provas contra Flávio Bolsonaro são estarrecedoras. O rei da rachadinha foi até obrigado a confessar que pediu dinheiro ao banqueiro depois que um áudio obtido pela PF mostrou toda a conversa entre os dois. Também se descobriu que Flávio esteve na casa de Vorcaro para pedir mais dinheiro depois que ele já estava usando tornozeleira eletrônica. A desculpa de que não sabia que ele era criminoso também ruiu. Ou seja, provas cabais de crime. E Mendonça não faz nada. Senta em cima das investigações e aponta seu dedo para outros lados.
O que se tem contra Alexandre de Moraes é um contrato entre o banqueiro e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Pode-se questionar se isso seria ético. Mas pelo menos há um contrato público e transparente. Já Flávio, que mentiu falando num contrato dele com o dono do Master, não apresentou nada até agora. Ficou só na mentira. E a hipocrisia é tanta que ele próprio, André Mendonça, se encontrou secretamente com Daniel Vorcaro, como foi informado nesta quarta-feira (2) por toda a imprensa brasileira.
O mesmo aconteceu com o filho do presidente Lula, o empresário Fábio da Silva, conhecido como Lulinha. O ministro André Mendonça mandou abrir três inquéritos contra ele sem que houvesse qualquer prova de irregularidades em seus negócios. Mas contra Flávio Bolsonaro, que está envolvido até o pescoço com corrupção com Vorcaro, ele não abre nenhuma investigação.
Em suma. Mendonça está agindo claramente de forma partidária, para acobertar os crimes de Flávio Bolsonaro, e para tentar interferir nas eleições presidenciais de outubro. Ele atropelou tudo para desviar o foco das investigações dos crimes reais que ocorreram no escândalo do Banco Master. Os R$ 65 milhões desviados por Flávio não entra em seu radar. O ministro não investiga o principal envolvido no escândalo e ataca pessoas sobre quem não há provas de que tenham cometido ilícitos.










