Globo, nessas eleições, foca em mais cortes nas aposentadorias

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Míriam Leitão, jornalista da Globo, neoliberal de velhos carnavais, convocou seus pupilos na Globo News, edição das 18h, desta quarta-feira (2), “a não perderem o foco”. O “foco”, no caso, era supostamente o “ministro Alexandre de Moraes”, como apontou D. Míriam, com alguma irritação, diante da dispersão de energias envolvendo as prevaricações e atropelos à Constituição do ministro André Mendonça e aos novos repasses do filme Dark Horse.

É a Globo se aproveitando do período eleitoral para chantagear seu verdadeiro foco, o presidente Lula, e seu próximo provável mandato, por um inesgotável arrocho fiscal, com cortes desastrosos na Previdência, através da desvinculação das aposentadorias com os reajustes do salário mínimo, e com a produção de um robusto superávit primário, voltado para encher as burras (me perdoem o termo chulo) dos banqueiros da Faria Lima e de Wall Street.

O resultado dessa política é 40 milhões de brasileiros sem contribuírem para a Previdência, isto é, um potencial de R$ 68 bilhões que escorregam por entre os dedos das mãos dessa política econômica, que tem como solução mais miséria para 30 milhões de aposentados.

Perda de tempo à parte, Lula saiu da sabatina da Globo e foi ao Congresso para viabilizar as votações da escala 5×2, o fim à taxa das blusinhas, a PEC da segurança, a soberania sobre as terras raras, etc. Mas é bom não subestimar o estrago que esse cartel das comunicações está causando ao país, ao jogar gasolina na fogueira na crise do Judiciário, dando força ao bolsonarismo e ao Mendonça.

Afinal de contas, o que tem a ver alhos com bugalhos? É que tudo indica dificuldade em “arrumar” uma alternativa – um é golpista, envolvido com as milícias, e “irmão” do banqueiro Daniel Vorcaro, outros dois que não decolam nem carregados e, por fim, um que não se sabe a que veio.

Por isso, fazem qualquer negócio. Aliás, esse é o combustível do fascismo nos países dependentes, como já vimos em várias nações latino-americanas.

CARLOS PEREIRA

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