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Ministro da Segurança Nacional o fascista Itamar Ben Gvir assume limpeza étnica na Faixa de Gaza
Nesta senaba o presidente do partido “Poder Judaico” (Otzma Yehudit) e Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, anunciou o programa de limpeza étnica com a expulsão de milhões da Faixa de Gaza ao qual chamou pelo nome neutro de “pacote de absorção”.
Para Gvir, os 2,3 milhões de palestinos deveriam aceitar sem resistência a expulsão, aderirem ao programa de “emigração voluntária” e “fazerem as malas”. A opção é seguirem vivendo sob terror de Estado israelense, alvo de mísseis, bombas e fuzis.
Como se não bastasse o genocídio intensificado por Israel desde outubro de 2023, com a política de cerco e aniquilamento à população civil palestina – que já assassinou oficialmente mais de 73.300 e feriu 174.592, a maior parte mulheres e crianças – o “plano” do governo de Benjamin Netanyahu visa remover aceleradamente os residentes da Faixa de Gaza.
“No início, fui tratado como um extremista delirante. Então, um dia, tudo mudou: o presidente Trump declarou publicamente que incentivar a emigração era uma solução para a questão de Gaza. De repente, o plano de Ben Gvir tornou-se legítimo. De repente, todos se tornaram Ben Gvir”, acrescentou o ultra-direitista.
O esvaziamento de Gaza e sua transformação em um esplêndido balneário, “um destino turístico de luxo” já foi efetivamente debatida entre Trump e o primeiro-ministro israelense, mas a repulsa da comunidade internacional os forçou a parar, ainda que momentaneamente, a delirante campanha de mídia.
Agora retorna na estupidez de Gvir em seu esforço para trazer votos ao seu bárbaro “Poder Judaico”.
PLANO HITLERISTA
Em uma conferência de apoiadores antes das próximas eleições gerais, Ben Gvir propôs na quinta-feira (3) o plano hitlerista que espera implementar caso a coligação mantenha o controle do poder nas eleições de 27 de outubro. O “processo” iniciaria com a remoção de 250 mil habitantes de Gaza no primeiro ano, 1,11 milhão em três anos e 1,86 milhão em sete, totalizando a completa e criminosa limpeza étnica dos 2,3 milhões.
“Em vez de ilusões de paz agora, precisamos de ações de emigração agora”, afirmou Bem Gvir. Dentro desta perspectiva expansionista, a criação e a gestão de um “Ministério da Emigração” estarão entre as principais exigências do Otzma Yehudit para integrar o próximo governo.
A limpeza étnica e a transferência de populações palestinas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza serão prioridade, reiterou o ultradireitista, frisando que todo aquele que se curvar aos desígnios do governo israelense receberia um “pacote de acolhimento” incluindo “auxílio de viagens, moradia inicial, treinamento profissional, emprego e apoio por até 24 meses”, além de pagamentos aos países anfitriões com base no número de habitantes de Gaza que receberem.
ANISTIA INTERNACIONAL REPUDIA ORDENS DE CONFISCO NA CISJORDÂNIA
A ofensiva política contra a presença palestina não se limita a Gaza. Em setembro, a Anistia Internacional denunciou que, somente em julho, o Exército israelense assinou ao menos 15 ordens de confisco de terras nas áreas A e C próximas a Jenin, no norte da Cisjordânia – a primeira vez, desde os Acordos de Oslo, que ordens de apreensão em Área A (nominalmente sob controle palestino) são usadas abertamente para fins civis em benefício de colonos, e não sob justificativa de segurança.
As terras servem para ligar dois assentamentos planejados, Emek Dotan e Noa, entre os 34 novos empreendimentos aprovados pelo atual governo neste ano. A entidade também associa o movimento ao polêmico plano de assentamentos E1 e a uma declaração recorde de 12,7 km² de terra como “propriedade do Estado”, conforme a organização israelense Peace Now.
O projeto de assentamentos massivos visa, ao desmembrar o território ocupado desde 1967, inviabilizar a Solução dos Dois Estados,
Em abril, o Escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) para Coordenação de Assuntos Humanitários já havia contabilizado 925 obstáculos que restringem a circulação de 3,4 milhões de palestinos na Cisjordânia – recorde em 20 anos, 43% acima da média do período. Segundo o gabinete do governador de Jenin, a estrada que ligará os novos assentamentos isolará a província de cidades vizinhas como Tulkarem, Tubas e Nablus, fragmentando comunidades e restringindo ainda mais a liberdade de movimento.
ALTO REPRESENTANTE PARA GAZA ALERTA A ONU PARA CRIMES DE GUERRA DE ISRAEL
Nomeado em janeiro de 2026 como Alto Representante para Gaza e diretor-geral do Conselho de Paz, o búlgaro Nickolay Mladenov apontou ao Conselho de Segurança da ONU que também é este seu entendimento, pois “ao construir novas estradas que ligam os assentamentos uns aos outros, Israel está fragmentando a província de Jenin em cantões isolados, minando a integridade geográfica e econômica da área e desmembrando as comunidades palestinas; fragmentando-as ainda mais e restringindo sua liberdade de movimento”.
Para o conselheiro, o governo de Israel expande de forma ostensiva e agressiva sua agenda de anexação como nunca havia feito desde os Acordos de Oslo, a série de tratados de paz assinados em 1993 com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). “Estas últimas ordens de confisco demonstram como Israel está agora expandindo descaradamente sua agenda de anexação para áreas que estão sob o controle das autoridades palestinas desde os Acordos de Oslo”, frisou.
Nickolay Mladenov reiterou que “os Estados com estreitas relações comerciais e políticas com o governo israelense devem agir urgentemente para pressionar Israel a revogar essas ordens de confisco de terras”. “Quaisquer Estados que forneçam assistência à expansão de assentamentos ilegais por Israel ou a outros crimes de guerra correm o risco de serem considerados cúmplices de crimes internacionais contra os palestinos”, enfatizou.
Um relatório do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, também divulgado este ano, contabilizou mais de 36 mil deslocados na Cisjordânia em um ano e voltou a mencionar o risco de “limpeza étnica”.











