Com chuvas batendo recordes, São Paulo amarga a decisão do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de reduzir a verba destinada à prevenção e ao combate às enchentes. O orçamento previsto para este ano é de R$ 140,8 milhões, uma redução de 55% em relação aos R$ 314,8 milhões previstos em 2025, de acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA).
A redução ocorreu como parte dos cortes no orçamento da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), pasta que teve a queda orçamentária mais expressiva, em valores absolutos, passando de R$ 10,9 bilhões para R$ 8,8 bilhões. O corte representa uma redução de 18,46% no orçamento da secretaria.
Diante das fortes chuvas de setembro e em meio aos impactos provocados pelos temporais, várias regiões do estado enfrentam situações de calamidade. Desde a última sexta-feira (11), já foram registradas 53 ocorrências relacionadas às fortes chuvas que atingem o estado, deixando ao menos três mortos, um desaparecido e nove feridos. Ao todo, 313 pessoas estão desabrigadas e 1.509 foram desalojadas.
De acordo com a CNN, nas primeiras duas semanas do mês, a cidade de São Paulo registrou o setembro mais chuvoso desde o início da série histórica do Governo Federal, em 1943. A região de Campinas registrou, entre os dias 1º e 13 de setembro, um volume de chuvas três vezes superior à média para o mês: foram 257,2 milímetros de precipitação.
Em Jandira, na Grande São Paulo, um homem morreu após ser atingido por uma enxurrada, enquanto outro seguia desaparecido até a tarde de terça-feira (15). Em Itaquaquecetuba, também na região metropolitana, uma mulher foi encontrada morta em uma área alagada. Nesta quarta-feira (16), um homem vítima de um deslizamento de terra em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, também veio a óbito.
Segundo reportagem do Metrópoles, os recursos destinados à preparação para desastres e à capacitação, pesquisa e desenvolvimento da Defesa Civil também foram reduzidos em 27%, passando de R$ 1,1 milhão para R$ 871 mil.
Nesta terça-feira (15), a gestão estadual decretou estado de emergência nos municípios de Registro, Ribeira, Iporanga, Barra do Turvo e Piracaia.











