Escândalos em série detonam Flávio: sala com careca do INSS, safari com ladrões e fim do sigilo no STF

Careca do INSS e Flávio (Fotos: Lula Marques/Agência Brasil e Daniel Ramalho/AFP)

Um escândalo atrás do outro. Dos milhões de suborno de Daniel Vorcaro à sala junto com o careca do INSS e o safari com ladrões de aposentados. Como diz Lula, “isso não é uma família, é uma quadrilha”

Nas últimas semanas o Brasil ficou conhecendo em detalhes a ficha corrida de Flávio Bolsonaro. Do áudio em que ele aparece pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, passando pela sala de sua empresa, Bravo Grafeno, ocupando a mesma sede do careca do INSS e o safari junto com ladrões dos aposentados.

O Brasil já sabia que Flávio tem vínculos estreitos com as milícias. Apoiador de primeira hora dos grupos de extermínio, ele prestou homenagem a Adriano da Nóbrega, assassino profissional e chefe de uma das milícias mais perigosas do Rio de Janeiro.

Adriano chefiava o “Escritório do Crime”, uma espécie de central de assassinatos por encomenda das milícias. Foi este escritório que matou a vereadora Marielle Franco. A mãe e a mulher do assassino foram contratadas por Flávio no esquema de rachadinha em seu gabinete quando ele foi deputado estadual no Rio. Ele só não foi preso no escândalo da rachadinha porque seu pai, Jair Bolsonaro, perseguiu delegados da PF e servidores da Receita para acobertar os crimes do filho.

Ninguém nunca entendeu de onde Flávio tirou dinheiro para comprar uma mansão de R$ 6 milhões numa área nobre de Brasília. O flagrante da conversa dele com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostrou como ele conseguia dinheiro. Ele aparece pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro que acabara de dar um golpe de mais de R$ 60 bilhões no país. A PF descobriu que, antes de ser preso, Vorcaro passou R$ 65 milhões a Flávio.

Ele até hoje foge de dar explicações sobre o motivo de receber essa fortuna do banqueiro. Só que, com a abertura dos sigilos pedida pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), descobriu-se que as negociações desse dinheiro público desviado eram antigas e coincidiram com a apresentação pelo deputado Felipe Barros PL-SP, íntimo de Flávio e Eduardo, de projeto para elevar a limite de garantia de crédito do fundo garantidor de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Essa era uma demanda de Daniel Vorcaro. Ali estava a moeda de troca.

Mas Flávio não era só corrupto. A ficha corrida de Flávio apontava também para proximidade dele com integrantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Seu candidato a governador no Rio, Rodrigo Bacellar, foi preso por trabalhar para o Comando Vermelho. Dois secretários indicados por Flávio para o governo de Cláudio Castro, Alessandro Pitombeira Carracena e Gutemberg Fonseca, também foram presos por ligações com o Comando Vermelho. Diz-se que o grupo de Flávio no Rio é conhecido como “tchutchucas do Comando Vermelho”.

Depois, com a ajuda de André Mendonça, Flávio tentou atingir o filho do presidente Lula no escândalo do INSS. Mendonça sentou em cima das investigações dos crimes de Flávio e abriu três inquéritos contra o filho do presidente, mesmo sem ter nada de concreto contra ele. Apesar de todo o esforço diversionista o que veio à tona mesmo é que a empresa de capacetes de Flávio Bolsonaro tem a mesma sede do careca do INSS, lobista que roubou bilhões dos aposentados. O tiro saiu pela culatra.

Depois veio a foto do safari na África do Sul. A viagem de Flávio com os ladrões do INSS ocorreu às vésperas de vir a público o esquema de roubo bilionário dos aposentados montado durante o governo Bolsonaro. Lá estava Flávio Bolsonaro ao lado de investigados pelo roubo dos aposentados. Mais um escândalo a desmoralizar a campanha fascista.

Ou seja, Flávio Bolsonaro não tem um currículo – aliás, até nisso ele fraudou, inventando uma pós-graduação na UFRJ que não existia – Flávio tem uma ficha corrida. Além de tudo isso que foi dito, ele trabalhou criminosamente para instigar o ditador Donald Trump a aplicar o tarifaço contra as empresas brasileiras e o Brasil. Então, além de ladrão, corrupto, amigo de milícias e facções, ele é também um traidor da pátria que prometeu a Trump entregar a ele as riquezas do país. É este tipo de gente que está querendo empalmar o poder no Brasil. O país não permitirá que isso aconteça.

SÉRGIO CRUZ

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