Akaer, empresa brasileira do setor aeroespacial e defesa, é desnacionalizada

Empresa atua em São José dos Campos, São Paulo (Foto: Divulgação)

O Grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, anunciou na última sexta-feira (18) que adquiriu 100% da brasileira Akaer Engenharia S.A, com sede em São José dos Campos (SP). Fundada em 1992, a Akaer consolidou-se como um dos pilares da engenharia aeroespacial e da indústria de defesa no Brasil.

“A AKAER traz uma verdadeira expertise em engenharia para o EDGE”, comemorou o diretor-geral e CEO do EDGE Group, Hamad Al Marar. O valor da operação de venda não foi divulgado e a aquisição está sujeita ao cumprimento das condições precedentes usuais e às aprovações de órgãos regulatórios.

Em seus mais de 30 anos, a AKAER conta com participações em projetos importantes, como o desenvolvimento do caça F-39 Gripen para a Força Aérea Brasileira (FAB) e da colaborações estratégicas do cargueiro multimissão Embraer KC-390 – o maior e mais complexo avião militar já desenvolvido no Hemisfério Sul.

O processo de desnacionalização de uma empresa com alta capacidade de inteligência e inovação nacional dá-se num momento em que potências globais protegem ferozmente seus complexos industriais-militares em prol da segurança e da soberania.

A Edge detém 50% SIATT, empresa brasileira que se dedica ao desenvolvimento de armas inteligentes e sistemas de alta tecnologia com sede em São José dos Campos (SP); e controla a Condor, que é a principal fabricante brasileira de tecnologias e armas não letais.

Em nota, o grupo EDGE (especializado em tecnologia avançada e defesa) ressalta que a AKAER “já acumulou mais de 10 milhões de horas de engenharia em um portfólio diversificado de programas aeroespaciais para fabricantes globais, abrangendo plataformas militares e comerciais, incluindo o caça Gripen NG da Saab, o treinador Hürjet da Turkish Aerospace e seus principais programas de modificação de aeronaves, e os programas Super Tucano, ERJ-E1, ERJ-E2, Legacy 450/500 e KC-390 da Embraer”.

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Respostas de 8

      1. Os patriotas vão a loucura com uma notícia dessa. Que hora e que retrocesso a venda de uma empresa tão importante para o futuro e nossa segurança. Chega desse viralatismo de vender nossas empresas para projetos privados.

  1. Se o acordo resultar em lançamentos de foguetes e desenvolvimento de tecnologias avançadas para a fabricação de satélites ocorrendo em territorio brasileiro, com representantes da alta hierarquia do exército Brasileiro monitorando e participando de todo o projeto com acesso total sem nenhum tipo de restrição, e juntos agirem para ajudar nas mediações de conflitos ajudando as grandes nações com olhos agora fora do planeta, para mim tudo bem.

    1. Você acredita mesmo nisso? Se fosse assim, para que vender a empresa? A defesa nacional tem que estar sob o controle – isto é, sob a propriedade, estatal ou privada – do país. Caso contrário, se transformará em defesa de outro país – e deixará de ser defesa nacional.

  2. AI TEM COISA! EU COMO BRASILEIRO GOSTARIA DE MAIS EXPLICAÇÕES, DE UM LADO OS BOSTANAROS. NEGOCIA EM TROCA DE FINANCIAMENNTO DE PODER PARA GANHAR AS ELEIÇÕES DE 2026 ENTREGA AS RIQUEZAS DO BRASIL PARA TRUMP E DO OUTRO O GVERNO FEDERAL VENDE EMPRESAS ESTRATEGICAS DO GOVERNO PARA FINANCIADORES DE GUERRAS DAS ARABIAS! QUE. PORA É ESTA ACHO QUE SOU BURRO NÃO ENTENDI PORA NEM UMA ,NÃO SOU DR. SOU AGRICULTOR SERA QUE SOU BURRP?

    1. Talvez seja justo queixar-se de que o governo brasileiro não impediu a venda – ou seja, a desnacionalização – da Akaer. Mas esta era uma empresa privada, não era uma empresa estatal. Não foi o governo federal que a vendeu ao Grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos.

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