Presidente da CNI propõe a ampliação da Nova Indústria Brasil para atenuar os danos da sobretaxa de 25% anunciada pelo governo de Trump aos produtos brasileiros
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu a ampliação da política industrial NIB (Nova Indústria Brasil) para atenuar os danos da sobretaxa de 25% anunciada pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira (22).
A proposta foi levantada em conversa com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Rosa, na sexta-feira (17).
“A NIB, assim como toda política industrial, precisa ser dinâmica, atualizada e trazer respostas para situações específicas e complexas que o Brasil enfrenta”, defendeu Alban. “Nossa ideia é construir um plano de ação, em parceria com as 27 federações estaduais de indústria, associações setoriais, sindicatos e governo para juntos desenvolvermos uma proposta que dê suporte à indústria brasileira neste momento tão delicado”.
As novas medidas devem ser elaboradas para tentar contornar o recente aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Segundo a CNI, o novo tarifaço, que aplica uma tarifa adicional de 25%, impactará diretamente 26,2% das exportações do Brasil para o país, afetando um volume financeiro equivalente a US$ 11 bilhões.
“Precisamos dar uma resposta construtiva aos setores industriais prejudicados e aproveitar que o governo está empenhado em construir soluções para as empresas impactadas”, afirma Ricardo Alban, que avalia que a iniciativa não substitui as negociações.
“É fundamental intensificar o diálogo entre Brasil e Estados Unidos para buscar uma solução que preserve a relação econômica construída ao longo de décadas e marcada pela complementaridade”, reforça Alban.
Após quase uma década sem diretrizes consolidadas para o setor, o Brasil retoma sua trajetória de desenvolvimento com a “Nova Indústria Brasil” (NIB), criada pelo governo Lula. O programa, em vigor há mais de dois anos, já mobilizou cerca de R$ 750 bilhões em linhas de crédito voltadas à industrialização do país.
Fonte: Agência de Notícias da Indústria










