Na última terça-feira (22), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu que o processo de privatização da Sabesp, realizado pela atual administração estadual do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), precisa ser investigado. Segundo Alckmin, a Sabesp era uma das empresas mais valiosas do mundo, mas teve apenas um comprador interessado, o que levanta suspeitas.
A fala ocorreu durante um comício com representantes de movimentos sociais e culturais, no Espaço Cultural Elza Soares, no bairro Campos Elíseos, localizado na região central da capital paulista, que contou com a presença do candidato ao governo estadual Fernando Haddad (PT) e da candidata ao senado Marina Silva (Rede).
“Estamos de marcha ré. Piorou a segurança. Piorou a educação. Piorou a corrupção, tem desvios na secretaria da Fazenda”, listou. “Essa privatização da Sabesp precisa ser investigada. Como é que pode uma empresa das mais valiosas do mundo ter só um comprador interessado. Não é possível. Vamos trabalhar firme nesses 12 dias até a eleição para levar a mensagem”, disse Alckmin.
Privatizada na gestão Tarcísio, a companhia de saneamento básico teve salto de lucro e aumento de reclamações de clientes, além de acidentes. Em julho de 2024, o Grupo Equatorial investiu em 15% da empresa por cerca de R$ 6,9 bilhões.
Dessa mesma forma, o vice-presidente do país falou sobre o cenário nacional, onde apontou que, de março a agosto deste ano, as exportações para a União Europeia aumentaram 26% em comparação ao ano passado.
“Mesmo com o tarifaço americano, nós estamos batendo o recorde de exportação, porque abrimos mercado aí para o mundo inteiro. Está se trabalhando Mercosul-Canadá, Mercosul-Japão, ampliando a lista de preferência tarifária com a Índia e com o México”, detalhou.
Também destacou que, neste governo federal, caíram a inflação, o desmatamento e o desemprego no Brasil. Ao citar a família Bolsonaro, o ex-governador de São Paulo opinou que “quem não acredita na democracia e no julgamento popular não deveria disputar a eleição”, em referência a Flávio Bolsonaro (PL), atualmente o principal adversário de Lula (PT) na corrida presidencial.
Ainda em sua fala, Alckmin apontou ainda que o Banco Master foi criado e cresceu no governo Bolsonaro. “Foi no governo Lula que o banco foi fechado e o seu Daniel Vorcaro está preso”, afirmou. Disse ainda que o presidente Lula “vai agir firme” contra as bets.
Já Haddad em sua fala, classificou a extrema direita como uma “patologia política”. “Vai se consumir, é destrutiva”, avaliou.
Haddad também contou com o apoio dos participantes dos movimentos sociais para ir às ruas nos próximos 12 dias, até o primeiro turno das eleições, com o objetivo de virar voto. “Vamos afastar o retrocesso, o reacionarismo, sobretudo aqui em São Paulo com as elites”, disse.
No ato, Marina Silva discursou em prol da soberania brasileira. Ela defendeu o enfrentamento em relação às big techs.
“Esse mundo sem lei que é o mundo digital”, definiu. “Precisamos sair da dependência do uso de combustível fóssil, que é a razão do aquecimento do nosso planeta”, acrescentou Marina.
A candidata também recomendou a intensificação da campanha eleitoral nesta reta final. ”Daqui para a frente a gente não pode baixar a guarda um minuto. Devemos nos declarar em estado permanente de campanha”, disparou.
Marina finalizou dizendo que a população paulista não tem “nenhum motivo” para votar nos adversários dela e de Simone Tebet (PSB). Citou nominalmente os candidatos Guilherme Derrite (PP), Ricardo Salles (Novo) e André do Prado (PL).
“Eles tiveram oportunidade e não cuidaram das mulheres paulistas. É triste eles falarem que o problema da violência contra as mulheres está resolvido”, lamentou Marina. “Vamos votar nelas e não neles.”











